Evento promovido anualmente pelo Global Academic Programs nunca havia sido realizado no país
Pela primeira vez, o Congresso Anual do Gap Global Academic Programs foi realizado no Brasil. O evento, promovido pelo MD Anderson Cancer Center de Houston, Texas, um dos maiores e mais renomados centros de combate ao câncer nos Estados Unidos, reuniu especialistas de diversas partes do mundo para discutir avanços e estratégias na luta contra a doença.
A Importância da Colaboração Internacional
Ele Neifaria, médico do Hospital de Câncer de Barretos e responsável pelos setores de laparoscopia e robótica, ressalta a importância das parcerias internacionais para o avanço das pesquisas oncológicas. Segundo ele, a diversidade genética entre as populações exige que os estudos não se concentrem apenas em um único país. “Não adianta fazer pesquisas só nos Estados Unidos. Precisa da parceria para o Brasil, porque a nossa genética é diferente, a nossa genética é diferente do Japão, por exemplo”, explica Neifaria, enfatizando o valor da colaboração entre o MD Anderson e o Hospital de Câncer de Barretos.
União de Esforços para Descobertas Significativas
Rui Reis, coordenador científico do Hospital de Câncer de Barretos, complementa a importância da união de esforços na área oncológica para o desenvolvimento de encaminhamentos e descobertas científicas relevantes. Ele elogia as iniciativas globais do GAP em parceria com o MD Anderson, destacando a necessidade de diversas ferramentas, metodologias e conhecimentos de diferentes áreas para combater o câncer de forma eficaz. “As redes de colaboração, caro-nacionais, caro-internacionais, são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto. E o GAP é um desses exemplos”, afirma Reis.
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Imunoterapia em Destaque
O congresso em Barretos reuniu médicos de mais de 30 países para debater os novos caminhos para a cura do câncer. A imunoterapia, tratamento que estimula o sistema imunológico através de substâncias modificadoras da resposta biológica, foi um dos temas centrais do evento. O oncologista norueguês, Dr. Sieg Bjornis Milen, expressou otimismo em relação à imunoterapia, descrevendo-a como o maior avanço nas terapias oncológicas das últimas décadas. “Isso quer dizer basicamente que você não deve tratar especificamente o tumor, mas você faz alguma coisa com o sistema imunológico do paciente. O que significa que esse é um princípio que podemos usar para todo tipo de câncer e em qualquer paciente”, disse Milen.
O congresso demonstrou a força da colaboração global e a promessa de novas abordagens, como a imunoterapia, no enfrentamento do câncer.



