O cantor, compositor e pianista Benito di Paula, que morreu em 18 de outubro, deixou uma marca na música popular brasileira ao combinar o samba com o piano e elementos românticos, do bolero, da música pop e do samba-canção. Na coluna Sala de Música, Juliano de Oliveira relembra a trajetória do artista, que nasceu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 1941, e alcançou grande popularidade a partir da década de 1970, quando se estabeleceu em São Paulo.
Entre os destaques da carreira estão “Retalhos de Cetim”, lançada em 1973 e considerada uma das canções mais emblemáticas do artista, “Mulher Brasileira em Primeiro Lugar” e “Charlie Brown”. Esta última apresenta referências à cultura brasileira e a nomes como Vinicius de Moraes, Jorge Ben, Luiz Gonzaga e Pelé. O comentarista também destaca Proteção às Borboletas, composição de 1977 com uma mensagem humanista e ambiental, e Do Jeito que a Vida Quer, que aborda as dificuldades da vida e a necessidade de seguir em frente.
Juliano de Oliveira ressalta que Benito de Paula construiu uma identidade musical própria, com o piano assumindo uma função rítmica marcante no samba. Apesar das críticas que recebeu por incorporar o instrumento ao gênero, o artista consolidou um estilo original e conquistou grande popularidade, com músicas que permanecem na memória do público. Ouça o áudio completo da coluna Sala de Música.