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Brasil registra 38 mil casos de violência contra médicos em 12 anos

Dados são do Conselho Federal de Medicina, que também mostram que 18 mil destes, 47% do total, ocorreram no Estado de São Paulo
violência contra médicos
Dados são do Conselho Federal de Medicina, que também mostram que 18 mil destes, 47% do total, ocorreram no Estado de São Paulo

Dados são do Conselho Federal de Medicina, que também mostram que 18 mil destes, 47% do total, ocorreram no Estado de São Paulo

Médicos e médicas brasileiros sofrem com altos índices de violência, segundo dados recentes do Conselho Federal de Medicina (CFM). Entre 2012 e 2024, foram registrados 38 mil boletins de ocorrência contra esses profissionais em todo o país, um número alarmante que demonstra a necessidade urgente de medidas para garantir a segurança desses trabalhadores essenciais.

Números alarmantes: a violência contra médicos no Brasil

O levantamento do CFM revela uma realidade preocupante: a cada três horas, um médico é vítima de violência enquanto trabalha no Brasil. Quase metade dos casos (47%) se concentra em São Paulo, com 18 mil registros. Hospitais lideram a lista de locais com maior incidência de violência, com 45% das ocorrências, sendo as áreas de pronto-socorro, UTI e centro cirúrgico as mais afetadas, concentrando mais de 8 mil casos. A maioria dos agressores são pacientes, seus familiares ou desconhecidos.

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A necessidade de conscientização e ações efetivas

Esses números, provavelmente subestimados, refletem a necessidade de uma mudança de cultura e de ações mais efetivas por parte das autoridades. Elaine Cristina de Ataíde destaca a importância da conscientização da população sobre o papel crucial dos profissionais da saúde na sociedade e a necessidade de um tratamento respeitoso e igualitário. Para além da conscientização, o CFM defende a melhoria na elaboração e encaminhamento dos relatórios de violência aos gestores municipais e estaduais, além do Ministério Público, para que sejam tomadas medidas mais concretas.

A segurança dos médicos e médicas é fundamental para garantir a qualidade do atendimento à população. Combater a violência contra esses profissionais exige um esforço conjunto, envolvendo a sociedade, as instituições e o poder público, para que se crie um ambiente de trabalho seguro e respeitoso, permitindo que os profissionais da saúde possam exercer suas funções com dignidade e sem o medo constante de agressões.

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