Pesquisa revela que principal motivo é pela tentativa de economizar com promoções
Deixar as compras para a última hora é um hábito brasileiro que, segundo pesquisa recente, parece se manter firme mesmo no Natal. Um estudo realizado pelo serviço de proteção ao crédito e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que quase 15 milhões de pessoas deixaram a compra dos presentes para a última semana antes da data festiva.
Compras de última hora: economia ou risco?
A justificativa principal para essa prática é a busca por ofertas e o aproveitamento da segunda parcela do 13º salário. O economista Alberto Borges Matias explica que esse comportamento se repete anualmente, impulsionado pelas promoções de fim de ano. Ele destaca que existe um contingente considerável de consumidores que compra até após o Natal, buscando liquidações. Porém, essa estratégia pode apresentar riscos: a falta de tempo para pesquisar preços pode levar a gastos excessivos e compras impulsivas, aumentando o valor total em até 20%, segundo Matias.
Impulso e planejamento: o equilíbrio nas compras
A correria e a pressão do tempo contribuem para compras impulsivas, onde o consumidor adquire itens não planejados. Matias ressalta que essa impulsividade é comum não só no Natal, mas também nas compras semanais em supermercados e outras lojas. Para evitar excessos, a recomendação é fazer uma lista detalhada dos presentes, definir orçamentos e levar apenas o dinheiro necessário. A expectativa é que os consumidores encontrem bons descontos em função da proximidade do fim do ano, com os comerciantes promovendo liquidações para evitar sobras de estoque.
Expectativas para o fim de ano
Embora não haja clareza sobre o volume de consumo total, a expectativa é que seja semelhante ao ano anterior, com uma possível queda real de cerca de 7%. Essa previsão leva os comerciantes a anteciparem promoções para escoar estoques, o que pode beneficiar os consumidores que deixam as compras para a última hora. A pesquisa da CNDL ouviu 1632 consumidores em 27 capitais para chegar a essas conclusões, com entrevistas mais aprofundadas sobre o comportamento de consumo realizadas com 600 pessoas.



