O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola reforça a importância de identificar e enfrentar práticas que afetam crianças e adolescentes. Segundo especialistas, o problema é mais comum do que parece e pode deixar marcas profundas ao longo da vida.
Dados recentes indicam que cerca de 40% dos estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos já sofreram bullying. O ambiente escolar é o principal cenário, mas os impactos ultrapassam esse espaço e atingem também a convivência familiar e social.
Sinais de alerta
A psicóloga Laura de Oliveira Marangoni destaca que pais devem estar atentos a mudanças de comportamento. Entre os principais sinais estão queda no rendimento escolar, perda frequente de objetos, desinteresse por atividades e sintomas físicos, como dores de cabeça e distúrbios do sono.
Esses indícios podem aparecer de forma sutil e, muitas vezes, passam despercebidos na rotina. Por isso, a orientação é observar mudanças repentinas e manter diálogo constante com crianças e adolescentes.
Diferença chave
Um dos pontos importantes é diferenciar bullying de brincadeiras. Segundo a especialista, a principal diferença está na forma como a situação é percebida pelas partes envolvidas.
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Enquanto a brincadeira envolve diversão mútua, o bullying é marcado por repetição e sofrimento de uma das partes. Mesmo que seja interpretado como “brincadeira” por quem pratica, se há ofensa ou desconforto, a situação pode configurar violência.
Impactos sociais
O bullying pode gerar consequências duradouras, afetando a saúde mental e o desenvolvimento social. Casos não tratados podem evoluir para quadros mais graves, como ansiedade, depressão e isolamento.
Além disso, o avanço das redes sociais ampliou o problema com o chamado cyberbullying, em que a vítima permanece exposta mesmo fora do ambiente escolar. A falta de um espaço seguro pode intensificar os danos emocionais.



