Um cachorro foi baleado ao tentar defender a tutora durante um assalto na noite desta segunda-feira (21), na região do bairro Ipiranga, em Ribeirão Preto. O caso aconteceu no cruzamento das travessas Cáceres e Maroim, na Vila Amélia, e revoltou moradores após as imagens da ação serem divulgadas.
Segundo a vítima, uma mulher de 38 anos, ela passeava com o cão quando foi abordada por dois homens em uma motocicleta. Enquanto um dos suspeitos permaneceu na moto, o outro anunciou o assalto, roubou anéis e um relógio da vítima e, ao ser surpreendido pela reação do animal, atirou contra o cachorro.
Como ocorreu
A tutora contou que o criminoso perguntou inicialmente se o cachorro mordia. Em seguida, exigiu que ela entregasse os pertences. Durante a tentativa de retirar o relógio do braço da vítima, o cão avançou para protegê-la.
Foi nesse momento que o assaltante efetuou um disparo, que atingiu a boca do animal.
Após o tiro, os criminosos fugiram de motocicleta. A mulher correu para socorrer o cachorro, que saiu sangrando e foi levado para atendimento veterinário.
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“Ele falou que ia dar um tiro no cachorro se ele mordesse. Quando ele pegou no meu braço, o Caramelo avançou nele e ele atirou na boca dele.”
Estado de saúde
O cachorro, chamado Caramelo, tem cerca de cinco a seis anos e passou por duas cirurgias em um hospital veterinário da Avenida Dom Pedro I.
Segundo a tutora, o projétil atravessou a região da boca e não ficou alojado no corpo. Apesar de o animal estar estável, ele segue em observação devido ao inchaço na língua, que pode comprometer a alimentação.
A família informou que existe a possibilidade de o cão precisar de uma nova cirurgia para colocação de uma sonda, dependendo da evolução do quadro clínico.
Pedido de justiça
A vítima afirmou que ainda registraria o boletim de ocorrência na Polícia Civil e fez um apelo por mais segurança na região.
Ela disse que o bairro registra constantes casos de violência e que espera a identificação e prisão dos responsáveis.
“O cachorro é indefeso. Ele não fez nada. Só tentou me defender. É uma covardia. Eu espero que tenha justiça.”
A Polícia Civil deve investigar o caso. Informações que possam ajudar na identificação dos suspeitos podem ser repassadas pelos telefones 190, da Polícia Militar, ou 181, do Disque Denúncia.



