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Cai o número de inadimplentes em Ribeirão no mês de março

Queda foi 2,2%; no acumulado do ano, redução chega a 5,2%
inadimplentes Ribeirão Preto
Queda foi 2,2%; no acumulado do ano, redução chega a 5,2%

Queda foi 2,2%; no acumulado do ano, redução chega a 5,2%

Queda no Endividamento em Ribeirão Preto

Dados da Boa Vista SCPC apontam uma redução significativa no endividamento da população de Ribeirão Preto no primeiro trimestre de 2019. Em março, a queda foi de 2,2%, acumulando uma redução de 5,2% no ano e 5,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Para o economista Victor França, essa melhora se deve à prudência dos consumidores em relação a novos gastos, somada aos reflexos da recessão econômica.

Fatores que Contribuíram para a Redução

Victor França destaca a estabilização do mercado de trabalho e um leve aumento na renda como fatores que contribuíram para o aumento da capacidade de pagamento das contas. Além disso, ele menciona um efeito defasado da crise, com os bancos se tornando mais seletivos na concessão de empréstimos, resultando em menos pessoas tomando dívidas e, consequentemente, menos inadimplentes. Esse cenário é particularmente positivo em Ribeirão Preto, onde a queda na inadimplência é ainda mais acentuada.

Perspectivas para o Futuro e Cenário Econômico

Embora a redução da inadimplência seja um sinal positivo, indicando que as famílias têm mais fôlego para consumir, o economista Gabriel Couto, da ACIRP, ressalta que a economia ainda apresenta ritmo fraco. A queda na inadimplência não significa necessariamente que menos consumidores estão saindo do cadastro de endividados. O boletim da Boa Vista SCPC mostra uma queda de 1,7% na dificuldade de recuperar crédito, mas, por outro lado, menos pessoas saíram do cadastro de inadimplentes em março de 2019 em comparação com março de 2018. Isso reflete a dificuldade que muitos têm para sair do endividamento devido à lenta recuperação econômica e aos altos juros. As previsões para o futuro não são otimistas, com analistas apontando a escassez de políticas públicas e a instabilidade econômica como fatores que devem impactar a recuperação. A estimativa para o PIB em 2019 foi revisada de 13,5% para 1,6%.

Em resumo, apesar da melhora no índice de inadimplência, a situação econômica ainda requer atenção. A recuperação é lenta e a dificuldade de sair do endividamento persiste para muitos. A escassez de políticas públicas e a instabilidade econômica são desafios que precisam ser enfrentados para uma recuperação mais consistente.

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