Moção foi aprovada em um pacote com outras pautas; ouça a coluna ‘De Olho na Política’ com Marcelo Fontes
Em Ribeirão Preto, a Câmara Municipal aprovou uma moção de congratulação à médica Luciana, defensora da ivermectina como tratamento para Covid-19. A votação, ocorrida em 7 de outubro, gerou polêmica por conta da ineficácia comprovada do medicamento.
Votação Englobada e Falta de Transparência
A congratulação, proposta pelo vereador André Rodini, foi aprovada com 13 votos favoráveis em uma votação englobada de requerimentos. Este tipo de votação, comum na Câmara, permite que diversos assuntos sejam aprovados em conjunto, sem discussão individual. Muitos vereadores alegaram não ter conhecimento do conteúdo específico da homenagem à médica antes da votação.
Reações e Proposta de Mudança
Após a repercussão negativa, o vereador Marcos Papa propôs uma alteração no regimento interno da Câmara. A proposta visa tornar obrigatória a votação individual de requerimentos de congratulação e notas de repúdio, garantindo maior transparência e conhecimento dos vereadores sobre os temas em votação. Vereadoras contrárias à homenagem pediram a anulação da votação, mas como esta já havia ocorrido de forma englobada, o pedido foi registrado em atas. A Câmara irá discutir a alteração proposta no regimento interno.
Desdobramentos e Reflexões
O episódio levanta questionamentos sobre a transparência e o processo decisório na Câmara Municipal. A falta de conhecimento prévio sobre o conteúdo de alguns requerimentos e a aprovação de uma homenagem a uma defensora de um medicamento sem eficácia comprovada para Covid-19 geram preocupações sobre a responsabilidade dos vereadores e a necessidade de maior rigor no processo de votação. A proposta de alteração no regimento interno busca sanar essas falhas e promover maior transparência nas decisões da Câmara.