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Câmara não tem quórum para votar contas de Dárcy Vera

Vereadores defendem que suplentes sejam convocados para possibilitar a votação de projetos
contas de Dárcy Vera
Vereadores defendem que suplentes sejam convocados para possibilitar a votação de projetos

Vereadores defendem que suplentes sejam convocados para possibilitar a votação de projetos

A gestão financeira do segundo mandato de Darci Vera sempre foi alvo de críticas da oposição e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Contratos sem licitação e gastos superiores à arrecadação levantaram suspeitas sobre o uso do dinheiro público.

Contratos Problemáticos e Desperdício de Recursos

Um exemplo notório foi o pagamento por um imóvel durante oito meses, mesmo sem que ele fosse utilizado. Além disso, o TCE apontou que, em momentos de maior dificuldade orçamentária, o governo não realizou o contingenciamento necessário, infringindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Recomendação de Reprovação e Imbróglio Político

Há dez meses, o TCE recomendou à Câmara a reprovação das contas da prefeitura referentes aos anos de 2012 e 2013. No entanto, a votação ainda não ocorreu. Gravações divulgadas pela justiça revelaram a preocupação da prefeita com a situação e seus esforços para evitar uma derrota. Em uma conversa, ela mencionou a intenção de demitir apadrinhados de vereadores.

Crise na Câmara e Possível Rejeição das Contas

O afastamento de nove vereadores pela Operação Cervantija agravou a situação, deixando a Câmara sem o número mínimo de parlamentares para analisar os assuntos. A vereadora Glaucia Berenice do PSDB propôs a convocação de suplentes. Diante desse cenário, a rejeição das contas parece provável, dada a quantidade de provas e evidências disponíveis. No entanto, a falta de quórum qualificado na Câmara representa um obstáculo.

Continuidade dos Gastos Excessivos e Mobilização Social

O vereador Marcos Papa da Rede ressaltou que a prefeita continuou a gastar mais do que devia, aumentando o rombo público. Ele argumenta que as contas devem ser reprovadas, pois a prefeita desobedeceu determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal, expandindo despesas em ano eleitoral para maquiar a situação do município. Representantes da sociedade civil se mobilizaram pela reprovação das contas, com o Observatório Social defendendo que a Câmara leve em conta o parecer do TCE.

A prefeitura, em nota, afirmou que já apresentou todas as justificativas sobre os apontamentos feitos pelo TCE.

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