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Viviane Alexandre renuncia e Câmara Municipal trava

Sem os vereadores investigados na Operação Sevandija, Legislativo fica sem quórum qualificado e não consegue votar projetos
Câmara Municipal trava
Sem os vereadores investigados na Operação Sevandija, Legislativo fica sem quórum qualificado e não consegue votar projetos

Sem os vereadores investigados na Operação Sevandija, Legislativo fica sem quórum qualificado e não consegue votar projetos

Em meio a um cenário de incertezas jurídicas e pressões políticas, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto enfrenta um momento crítico. A vereadora Viviane Alexandre, do PSC, renunciou à presidência da Casa, alegando riscos de improbidade administrativa, em um contexto onde a votação das contas públicas da Prefeitura se encontra paralisada.

Renúncia e Justificativas

Durante a sessão ordinária, Viviane Alexandre surpreendeu ao anunciar sua decisão. A vereadora, que não obteve a reeleição, justificou sua renúncia como uma forma de evitar potenciais problemas legais decorrentes da aprovação ou reprovação das contas públicas. “Acredito que foi a melhor decisão que eu poderia tomar, foi realmente renunciar esse cargo de primeira secretária por conta de todos esses riscos que foram debatidos aqui”, declarou.

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Impasse na Votação das Contas Públicas

A votação das contas da Prefeitura, referentes aos anos de 2012 e 2013, já deveria ter ocorrido no início do ano, mas o prazo foi excedido. Atualmente, o projeto impede o avanço de outras pautas legislativas, uma vez que exige um quórum qualificado de 15 vereadores. No entanto, com o afastamento de nove vereadores devido à Operação Cervandija, o cenário se tornou ainda mais complexo.

Buscando Orientação Jurídica

Diante da situação, a vereadora Glaucia Berenice, do PSDB, solicitou uma audiência no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para esclarecer a autonomia da Câmara em convocar suplentes, respeitando os limites orçamentários. A suspensão dos vereadores investigados gera um debate sobre a legalidade da convocação dos suplentes, enquanto os afastados continuam a receber seus salários.

O vereador Ricardo Silva, do PDT, assumiu interinamente a presidência da Câmara por ter sido o mais votado em 2012. Uma nova eleição para a presidência interina deve ocorrer em breve, em meio a incertezas sobre quem estaria disposto a assumir um cargo tão delicado.

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Encruzilhada Política e Jurídica

O vereador Beto Kanguçu, do PT, descreveu a situação como uma “encruzilhada política e jurídica”. A ausência de previsão legal para o caso exige uma análise aprofundada para garantir a legalidade de qualquer decisão. A indefinição sobre a convocação dos suplentes agrava o impasse.

Caso não haja solução para o impasse e as contas públicas não sejam votadas, as pautas legislativas permanecerão travadas, paralisando o trabalho da Câmara Municipal pelos próximos meses.

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