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Caminhoneiros são flagrados trafegando com carga acima do limite nas rodovias paulistas

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Carga acima do limite
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Caminhoneiros enfrentam dificuldades na região de Ribeirão Preto, SP, com a baixa oferta de fretes e a insuficiência dos valores propostos para cobrir os custos da viagem. A situação tem gerado preocupação e incerteza entre os profissionais do setor.

Queda na Demanda e Valores Irregulares

Osnilara, proprietário de uma transportadora em Ribeirão Preto, relata uma queda de quase 50% nos carregamentos em comparação com o ano anterior. “Anos atrás, tínhamos uma média de 10 a 12 cargas diárias. Hoje, são 5, 4, 7, dependendo das empresas que me passam as cargas. Os valores estão muito irregulares”, afirma.

Economias e Saudade da Família

Além da incerteza sobre o retorno para casa, os motoristas precisam economizar em itens essenciais devido ao acúmulo de despesas durante a espera. O caminhoneiro Jaime Viel expressa sua saudade da família e a preocupação com o dinheiro que está acabando. “Se o Brasil continuar assim, a gente que está andando vai parar. Estou até revoltado. Desde segunda-feira esperando carregamento. Acabando o dinheiro, tem menina para comer”, desabafa.

Impasses e Reivindicações

O caminhoneiro Odaírdo Santos, vindo do sul do país, relata que, embora tenham aparecido fretes, alguns não cobrem nem as despesas. “Tinha um frete aqui para ir para Curitiba por R$65,00, mas só de pedágio dá quase R$500,00. Tem que recusar, vou ficar aqui”, lamenta. A categoria defende a fixação de um valor mínimo de fretes em todo o país, mas o governo federal descartou a proposta, alegando a inviabilidade do tabelamento devido às diferenças na qualidade das estradas e nos tipos de cargas transportadas.

Impacto Financeiro e Paralisações

Segundo a Federação dos Transportadores Rodoviários Autônomos do Estado de São Paulo, o preço do frete negociado livremente caiu 37% nos últimos cinco meses, tornando os valores insuficientes para cobrir os gastos com combustíveis e pedágios. Apesar da isenção por eixo suspenso aprovada, o benefício não foi concedido pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Uma pesquisa da NTC Logística constatou que os custos do transporte aumentaram 14%, enquanto o valor do frete não acompanhou essa alta. Diante da indefinição, os caminhoneiros iniciaram novas paralisações.

Uma solução para o impasse é fundamental para evitar o agravamento da situação, que já afeta diretamente a vida dos caminhoneiros e pode ter reflexos em diversos setores da economia.

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