O câncer de pulmão foi o tipo de câncer que mais causou mortes em Ribeirão Preto entre 2016 e 2025. A doença foi responsável por mais de 1,2 mil mortes no período, o equivalente a 12,5% dos óbitos por câncer na cidade.
Durante o Agosto Branco, mês de conscientização sobre a doença, o médico oncologista Carlos Fruet alertou para a importância de reconhecer sintomas persistentes e buscar avaliação médica. Segundo ele, o câncer de pulmão costuma não apresentar sinais no início, justamente quando as chances de cura são maiores.
Quando os sintomas aparecem, como tosse, falta de ar, tosse com sangue e emagrecimento, a doença pode já estar em estágio mais avançado. Por isso, a prevenção e a avaliação de pessoas que apresentam fatores de risco são importantes.
Tabagismo
O tabagismo é responsável por cerca de 80% a 85% dos casos de câncer de pulmão, segundo o oncologista. Embora a doença também possa atingir pessoas que nunca fumaram, parar de fumar ou nunca iniciar o consumo é apontado como o principal fator de prevenção.
O médico também chamou atenção para os cigarros eletrônicos. Segundo ele, os dispositivos podem ser uma porta de entrada para crianças e adolescentes começarem a fumar, além de estudos iniciais apontarem aumento do risco de câncer de pulmão e de outras doenças pulmonares agressivas.
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Outros cigarros
O cigarro de palha, também conhecido como paiol ou palheiro, também apresenta riscos à saúde. De acordo com Carlos Fruet, mesmo sendo considerado por algumas pessoas como mais natural, esse tipo de cigarro aumenta o risco de câncer de pulmão.
O médico também alerta para o aumento do risco de outros tipos de câncer, como os de boca, garganta e lábio. Por isso, a ideia de que o fumo natural seria menos prejudicial não elimina os riscos associados ao consumo.
Diagnóstico precoce
Para pessoas entre 50 e 70 anos que tenham histórico significativo de tabagismo, existe a indicação de tomografia de tórax como exame preventivo. Segundo o oncologista, o procedimento pode identificar nódulos ainda pequenos e aumentar as chances de cura.
O exame, porém, não é indicado para todas as pessoas, mas para quem apresenta os critérios relacionados ao histórico de consumo de cigarros. A avaliação médica é necessária para identificar quem pode se beneficiar desse acompanhamento.
Além de não fumar, o médico destaca a importância de hábitos saudáveis, como a prática de atividade física, controle da obesidade e redução do consumo de bebidas alcoólicas. Segundo ele, o álcool aumenta o risco de diversos tipos de câncer e não existe uma dose segura para o consumo.


