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Carmen Steffens deve demitir 200 funcionários nos próximos dias

Empresa vai na contramão dos números de Franca, que é a cidade do Brasil que mais gerou emprego nos últimos meses
Carmen Steffens demitir funcionários
Empresa vai na contramão dos números de Franca, que é a cidade do Brasil que mais gerou emprego nos últimos meses

Empresa vai na contramão dos números de Franca, que é a cidade do Brasil que mais gerou emprego nos últimos meses

A cidade de Franca, conhecida por sua forte indústria calçadista, enfrenta um momento de incerteza. Apesar de representar 4% da produção nacional de calçados e ter apresentado um saldo positivo de 6.100 contratações no primeiro semestre, o setor se vê ameaçado por possíveis demissões em massa.

Crise à Vista na Carmen Steffens?

A Carmen Steffens, uma das maiores empresas do ramo com atuação nacional e internacional, anunciou a possibilidade de demitir cerca de 200 funcionários. A justificativa da empresa, durante negociações com o sindicato dos sapateiros, é a crise econômica que assola o país.

Proposta de Redução Salarial

Sebastião Ronaldo Oliveira, presidente do sindicato dos sapateiros, relatou que a empresa inicialmente propôs uma redução na jornada de trabalho e, consequentemente, nos salários. A proposta envolveria a redução de quatro dias de trabalho por mês, impactando diretamente a renda dos trabalhadores. Em contrapartida, a empresa se comprometeria a não realizar novas demissões até março do ano seguinte. O sindicato, embora não seja totalmente contrário à redução na jornada, questiona a alegação de crise, visto que a empresa tem apresentado planos de expansão e o proprietário tem divulgado um crescimento de 2,5% em 2015 nas redes sociais.

Expansão Contraditória e Investigação Policial

Atualmente, a Carmen Steffens possui 505 lojas no Brasil e no exterior, sendo a segunda maior em vendas de bolsas e calçados no país, com uma receita de 1,4 bilhão. A empresa almeja alcançar 600 lojas até o final do ano, o que levanta dúvidas sobre a real situação de crise. A CBN procurou a empresa para comentar sobre as demissões, mas não obteve resposta. Paralelamente, o dono da marca, Mario Spaniol, está sendo investigado pela Polícia Federal por supostas remessas ilegais de dinheiro para o exterior e sonegação de tributos.

O futuro dos trabalhadores da Carmen Steffens permanece incerto, aguardando os resultados da próxima rodada de negociações entre o sindicato e a empresa, marcada para a próxima quarta-feira.

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