Aumento chega a 1500% em algumas regiões; população pode pedir a revisão na Secretaria da Fazenda
O aumento exorbitante do IPTU em Ribeirão Preto tem gerado revolta entre os moradores, principalmente no bairro Recanto das Palmeiras. Casos de acréscimos superiores a 1.500% têm sido registrados, transformando o imposto em um valor incalculável para muitas famílias.
Aumento Injustificado e Falta de Infraestrutura
No Recanto das Palmeiras, moradores relatam aumentos absurdos no IPTU. Ricardo Gomes, por exemplo, viu seu imposto saltar de R$ 2.741 para quase R$ 40 mil. Maria Cristina dos Reis, moradora há 40 anos, teve um aumento de R$ 1.687 para R$ 13.192. A indignação é generalizada, pois o aumento não se justifica pela falta de infraestrutura básica no bairro: falta asfalto, esgoto e água potável. Newton Cunha de Duda Silva, cujo IPTU subiu para R$ 17 mil, destaca a precariedade da infraestrutura, com problemas de energia elétrica e risco de queda de árvores, comprometendo a segurança dos moradores.
Pedidos de Revisão e a Resposta da Prefeitura
Diante dos valores abusivos, os moradores do Recanto das Palmeiras já entraram com pedidos de revisão do IPTU junto à prefeitura. Lenice, que terá que pagar mais de R$ 19 mil, expressa sua preocupação e a necessidade de uma resposta urgente da administração municipal. O diretor do Departamento de Tributos Imobiliários da Prefeitura, Marcos Furkin, afirma que os casos de IPTU excedente, principalmente em imóveis com valor venal de até R$ 3 mil, serão corrigidos em até 60 dias. Ele justifica a demora pela demanda de outros serviços da fazenda, mas garante que a prioridade é resolver a questão do IPTU.
Um Problema que Precisa de Solução
A situação do IPTU em Ribeirão Preto expõe a vulnerabilidade de muitas famílias e a necessidade de uma revisão urgente do sistema de cálculo do imposto. O aumento desproporcional, somado à falta de infraestrutura, gera insegurança e compromete a qualidade de vida dos moradores. A expectativa é que a prefeitura resolva a situação de forma célere e justa, garantindo o direito à moradia digna e o acesso aos serviços básicos.



