O cartão de crédito é o principal responsável pelo endividamento na região de Ribeirão Preto, segundo levantamento recente. O uso crescente do recurso, inclusive para despesas básicas, tem contribuído para o aumento da inadimplência, especialmente entre pessoas de 25 a 44 anos.
De acordo com especialistas, o cenário se agravou após a pandemia, quando muitas famílias passaram a utilizar o crédito para cobrir gastos essenciais, como alimentação e medicamentos. Com juros elevados, a dívida rapidamente se torna difícil de controlar.
Perfil dos devedores
A maior concentração de endividados está na faixa etária entre 22 e 44 anos, que representa cerca de 55% dos casos. Mulheres aparecem entre as que mais possuem dívidas no cartão, enquanto os homens concentram os maiores valores médios.
Na região, o valor médio das dívidas no cartão chega a cerca de R$ 4.500 entre os homens e R$ 2.888 entre as mulheres. O uso recorrente do crédito como complemento de renda tem contribuído para esse cenário. Especialistas apontam que o cartão deixou de ser apenas uma ferramenta de conveniência e passou a ser utilizado como alternativa para manter o consumo básico.
Um dos principais fatores para o agravamento das dívidas é o alto custo do crédito rotativo. Em alguns casos, os juros podem chegar a até 430% ao ano, o que dificulta a quitação do débito. O padrão mais comum começa com o atraso no pagamento integral da fatura, seguido por pagamentos parciais. Em pouco tempo, a dívida cresce e pode se tornar impagável.
Com isso, o consumidor acaba tendo o nome negativado, perde acesso a crédito e enfrenta dificuldades para reorganizar a vida financeira.
Renegociação
Para quem busca sair do endividamento, feirões de negociação têm sido uma alternativa. A iniciativa permite renegociar dívidas com descontos que podem chegar a até 99%, dependendo do tempo de atraso.
Além de cartões de crédito, também é possível negociar débitos com bancos e serviços como energia e gás. O processo pode ser feito de forma online e, após o pagamento, a retirada do nome dos órgãos de proteção ao crédito ocorre em poucos dias. Especialistas reforçam que, ao renegociar, é fundamental avaliar se as parcelas cabem no orçamento, mantendo uma margem de segurança para evitar novos atrasos.



