Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com César Caparelli
No último final de semana, aproximadamente 100 pessoas se reuniram no centro de Ribeirão Preto, munidas de cartazes e bandeiras do Brasil, para protestar. A mobilização, organizada através de redes sociais, teve como foco diversas reivindicações de âmbito municipal.
Demandas Municipais em Evidência
Entre as principais pautas levantadas pelos manifestantes, destacam-se a revisão dos projetos do Parque Tecnológico de Ribeirão Preto (Pak) e da Mobilidade Urbana. Além disso, o grupo cobrou um estudo aprofundado para solucionar a questão da falta d’água na cidade e o fim das indicações políticas para cargos de gestão escolar.
Acompanhamento Policial e Impacto no Comércio
A concentração inicial ocorreu na esplanada do Teatro Pedro II, onde alguns manifestantes chegaram a atear fogo em tambores. O Capitão da Polícia Militar, Paulo Henrique de Carvalho, classificou a manifestação como pacífica, mas ressaltou a necessidade de acompanhamento para garantir a segurança do trânsito. Segundo ele, o objetivo era evitar acidentes, especialmente em áreas com grande fluxo de pedestres. Apesar do apoio de alguns, como o manobrista Cássio Guimarães, o protesto gerou reclamações de comerciantes locais, que alegaram prejuízos devido à interrupção do fluxo de clientes.
Leia também
Reações e Atos de Vandalismo
Enquanto alguns participantes, como o motorista João Alberto, manifestaram apoio à causa, outros se mostraram descontentes com os transtornos causados, preferindo acompanhar o ato à distância. A manifestação resultou em atos de vandalismo, com pichações em uma agência bancária na Avenida Nove de Julho e em uma escola na Rua Lafayette. Houve também um protesto em frente ao Shopping Santa Úrsula, mas sem registros de detenções.
O evento demonstra a importância do debate público e da manifestação como forma de expressão, ao mesmo tempo em que levanta questões sobre os limites do protesto e seus impactos na rotina da cidade.



