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Cenário dramático, lamenta especialista sobre os atendimentos públicos em saúde na região

Em Sertãozinho uma bebê e uma idosa morreram após longo tempo de espera por atendimento; ouça o médico José Sebastião dos Santos
saúde pública
Em Sertãozinho uma bebê e uma idosa morreram após longo tempo de espera por atendimento; ouça o médico José Sebastião dos Santos

Em Sertãozinho uma bebê e uma idosa morreram após longo tempo de espera por atendimento; ouça o médico José Sebastião dos Santos

A situação da saúde pública na região é dramática, segundo o especialista em saúde pública Dr. José Sebastião dos Santos, em entrevista à CBN. O cenário aponta para um boicote sistemático ao SUS por governos municipais, estaduais e nacionais, com justificativas consideradas absurdas pelo especialista.

Falta de Planejamento e Investimentos

O Dr. Santos critica a falta de planejamento e o subinvestimento em saúde. Argumenta que a epidemiologia é conhecida, e o sistema deveria estar preparado para variações sazonais de demanda. A falta de comunicação entre gestores, a subestimação de investimentos e a ausência de unidades 24 horas em todas as regiões são apontadas como problemas graves. O exemplo do HCI, com sucateamento e atividades represadas após a pandemia, ilustra a situação.

Consequências do Desinvestimento

As consequências do desinvestimento são devastadoras. Há falta de pessoal, dificuldade de contratação e retenção de profissionais de saúde, levando à perda de equipes experientes. A falta de leitos resulta em altas precoces e pós-operatório online, sobrecarregando pacientes e familiares. O sistema de regulação é ineficiente, causando atrasos e até mesmo mortes evitáveis. A ênfase em UPAs em detrimento da atenção básica também é criticada.

Soluções e Cobrança ao Poder Público

Para amenizar a situação, o Dr. Santos sugere a compra de serviços de instituições filantrópicas e privadas em caráter emergencial, enquanto a rede pública é reorganizada. É crucial investir na atenção básica, regionalizar os serviços e melhorar a comunicação entre os três níveis de governo (municipal, estadual e federal). A necessidade de uma política de retenção de recursos humanos, de melhor fiscalização das terceirizações e até mesmo de extrapolar o teto de gastos em situações emergenciais também são pontos levantados. A telemedicina é vista como uma alternativa, mas não resolve todos os problemas. A entrevista finaliza com um apelo à população para que fique atenta ao discurso político em campanhas e exija ações efetivas na área da saúde.

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