Empresário relata necessidade de demissões de funcionários e queda no orçamento para retomar atividades
Após meses de paralisação devido à pandemia, os salões de beleza de Ribeirão Preto podem finalmente reabrir as portas. A retomada, no entanto, acontece em meio a um cenário econômico desafiador, com muitas empresas do setor enfrentando dificuldades para se manterem.
Prejuízos e Demissões
O empresário Agnaldo Ciqueira, dono de um salão em Ribeirão Preto, relata o impacto devastador da pandemia em seu negócio. Com o fechamento do salão por cinco meses, o prejuízo ultrapassou 1 milhão de reais. Para enfrentar a crise, Agnaldo foi obrigado a demitir funcionários e planeja novas reduções na equipe com a reabertura, já que a capacidade de atendimento será limitada a 30% devido aos protocolos de segurança.
Cenário Estadual Desolador
A situação em Ribeirão Preto reflete a realidade de todo o estado de São Paulo. Segundo a Associação dos Salões de Beleza, mais de 302 mil empresas do setor (incluindo salões, barbeiarias, estúdios de estética e esmalterias) empregam 980 mil pessoas. Destes, pelo menos 15 mil estabelecimentos já anunciaram o fechamento, um número que pode ser ainda maior, de acordo com Marcia Sia, diretora da associação. As dificuldades incluem a renegociação de aluguéis, a manutenção da equipe (muitos profissionais são parceiros e não funcionários), e a negociação com fornecedores.
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Um Futuro Incerto
Mesmo com a reabertura, o futuro dos salões de beleza permanece incerto. A Associação Brasileira do Salão de Beleza estima que as empresas que voltarem a operar terão um orçamento reduzido em cerca de 30%, devido aos custos com os protocolos de segurança. A combinação de prejuízos acumulados, restrições de funcionamento e dificuldades de renegociação de dívidas configura um cenário complexo e desafiador para o setor.



