Segundo dados do Caged, vagas de emprego cresceram; economista da Acirp analisa recuperação do mercado
Entre junho e agosto, a cidade de Ribeirão Preto registrou a abertura de mais de 2 mil novas empresas, um reflexo do aumento do desemprego causado pela pandemia de coronavírus. Somente em Ribeirão Preto, mais de 10 mil pessoas perderam seus empregos, enquanto em Franca, o setor calçadista registrou mais de 5 mil desempregados.
Empreendedorismo como alternativa ao desemprego
Com o aumento do desemprego, muitas pessoas buscaram alternativas para minimizar os impactos financeiros, optando pelo empreendedorismo. Segundo dados da ACIRP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), esse número expressivo de novas empresas demonstra uma busca por alternativas e a capacidade de resiliência da população.
Retomada econômica e novas contratações
O crescimento do número de empresas abertas em Ribeirão Preto, principalmente em agosto, superou as expectativas dos analistas. Um exemplo é o caso de Mateus, administrador de empresas que abriu uma franquia de comida mexicana e, com a retomada econômica, já planeja novas contratações. A ACIRP destaca que essa recuperação, embora inicial, é mais rápida do que o previsto, sendo impulsionada pelo aumento da procura por serviços e produtos.
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Desafios e perspectivas para o futuro
Apesar do cenário positivo, é importante considerar os desafios enfrentados pelos novos empreendedores. Muitos iniciam seus negócios na informalidade, necessitando de apoio e estratégias para se manterem firmes e alavancarem seus empreendimentos. A utilização da tecnologia, como apontado pelo economista Edgar Montfort Merlo, é fundamental para o sucesso nesses novos negócios. O setor de serviços, em Ribeirão Preto, foi o que mais contratou em agosto, com 445 novas vagas, seguido pelo comércio, indústria e construção civil. A expectativa é que a retomada econômica continue, impulsionada pelas flexibilizações das medidas de combate à pandemia.



