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Cerveja e café: uma mistura que pode ser deliciosa!

No 'Cerveja de Conteúdo', o sommelier, Carlos Braghin, fala sobre as bebidas que contam com grão em suas receitas
Cerveja e café
No 'Cerveja de Conteúdo', o sommelier, Carlos Braghin, fala sobre as bebidas que contam com grão em suas receitas

No ‘Cerveja de Conteúdo’, o sommelier, Carlos Braghin, fala sobre as bebidas que contam com grão em suas receitas

O cruzamento entre café e cerveja tem ganhado espaço no mercado e na mesa dos consumidores. De um papo descontraído em programa local surgiu a pergunta que move apreciadores das duas bebidas: quando o café entra na receita da cerveja, ele aparece mais no aroma ou no sabor? A resposta passa por escolhas de produção, estilos e objetivos de cada cervejaria.

Semelhanças sensoriais e tradições

Especialistas lembram que a afinidade entre café e cerveja já existe na matéria-prima: maltes escuros, submetidos a processos de torra, podem entregar notas que remetam ao café e ao cacau. Por isso é comum que estilos como stouts e porters naturalmente evoquem essas características, sem qualquer adição externa.

Há também tradições regionais que destoam da expectativa: no sul da Alemanha, por exemplo, é relativamente comum o consumo de cervejas leves pela manhã, o que mostra como hábitos culturais influenciam a relação entre cerveja e outras bebidas cotidianas.

Quando o café é ingrediente

Ao inserir café na fórmula, o produtor enfrenta decisões técnicas que determinam o resultado final. O ponto de entrada — se durante a brassagem, na maturação ou numa etapa posterior — e o tipo de grão escolhido impactam se o café ficará mais evidente no aroma ou no gosto. Em muitos casos, o café tende a sobressair: seu poder de percepção é alto e pode dominar o perfil sensorial se não houver equilíbrio.

Algumas referências locais ilustram essa diversidade. Em Ribeirão Preto, por exemplo, surgem cervejas que trazem cafés da região da Alta Mogiana e batizam receitas com referências históricas. Outras cervejarias optam por composições mais suaves — adicionando aveia à receita, por exemplo — para que as características do café dialoguem, mas não se imponham.

Combinações, mercado e experiências

A combinação entre café, maltes tostados e cacau abre caminho para harmonizações clássicas, como cerveja com chocolate. O mercado de cervejas artesanais tem servido de laboratório para esses experimentos: a busca por melhores cafés e processos mais apurados promete amplificar a qualidade das cervejas com café.

Eventos regionais também ajudam a difundir essas experiências: feiras e encontros de cerveja oferecem oportunidade para provar diferentes abordagens — das mais sutis às que valorizam o café em primeiro plano — e para entender como produtores têm ousado nas receitas.

Para o consumidor curioso, a sugestão é provar com atenção: observe se a nota de café aparece mais no nariz ou no paladar, e qual proposta a cervejaria pretendia entregar. Assim, a degustação vira também uma maneira de entender as escolhas técnicas por trás da garrafa.

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