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Chuva acima da média histórica em fevereiro foi insuficiente para tirar rio Pardo da zona de alerta

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Chuva rio Pardo
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Apesar do aumento significativo das chuvas em fevereiro, que superaram em quatro vezes o volume registrado no mesmo período do ano anterior, o nível do Rio Pardo permanece consideravelmente abaixo do ideal. A informação foi divulgada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAE).

Nível Aquém do Esperado

Segundo o DAE, o nível adequado para o Rio Pardo seria entre 1,5m e 2m de profundidade. No entanto, a régua de medição localizada no Clube de Regatas, na zona norte de Ribeirão Preto, apontava apenas 76cm. Renato Crivelente, diretor assistente do DAE, explica que a escassez hídrica de 2014 ainda impacta o nível do manancial, mesmo com o volume expressivo de chuvas do mês passado.

Impacto na Produção de Energia

A baixa do Rio Pardo afeta diretamente a produção de energia nas hidrelétricas. Com as barragens operando em níveis insuficientes, as usinas são forçadas a reter água para garantir a produção, o que agrava ainda mais a situação do rio em Ribeirão Preto. As usinas precisam conter mais água para regularizar a operação ao longo do ano, o que se reflete na quantidade de água que chega à região.

Necessidade de Economia Contínua

O diretor assistente do DAE reforça a importância da economia de água, alertando que a região ainda enfrenta uma estiagem preocupante, mesmo com o aumento das chuvas. Ele ressalta que a reposição das águas nas represas não está ocorrendo na mesma proporção das chuvas, como se observa em outras regiões do estado de São Paulo e em Minas Gerais. A população deve manter a consciência sobre a necessidade de economizar água, pois alguns municípios, especialmente aqueles que dependem de água superficial, podem enfrentar dificuldades semelhantes às do ano anterior.

Apesar de uma leve elevação na medição após as chuvas recentes, os reflexos não foram expressivos. A medição permanece entre 74 e 80 centímetros, bem abaixo do nível considerado normal, que seria em torno de 1,62 metros. Para que haja um impacto significativo, seria necessário que as chuvas ocorressem no sul de Minas Gerais, principalmente na região de Poços de Caldas.

Em fevereiro de 2013, o último ano em que o nível do Rio Pardo esteve dentro do ideal, a régua de medição registrava 2 metros e 75 centímetros. Um ano depois, o nível já havia despencado para 75 centímetros.

Diante desse cenário, a atenção à utilização consciente dos recursos hídricos se mostra crucial para mitigar os efeitos da estiagem e garantir o abastecimento.

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