Vários caminhões-tanque estão presos em bloqueios na região; cidades ligadas pela Anhanguera são as mais prejudicadas
O Brasil enfrenta paralisações em rodovias que ameaçam o abastecimento de combustíveis. Em entrevista à CBN, René Abad, vice-presidente da BrasCombustível, detalhou os riscos e impactos dessas interrupções.
Risco de Desabastecimento na Região de Ribeirão Preto
A região de Ribeirão Preto, que abastece uma área de aproximadamente 120 quilômetros, enfrenta dificuldades no transporte de combustíveis devido aos bloqueios. As bases de Ribeirão Preto, abastecidas por dutos, recebem o produto (gasolina, por exemplo), mas precisam adicionar etanol (27%) e, no caso do diesel, um produto vegetal (12%). A entrada de produtos está comprometida, e as distribuidoras enfrentam dificuldades para atender algumas regiões, como Barretos, Jaboticabal e Ituverava.
Etanol: o Principal Problema
O etanol hidratado, usado diretamente nos postos, é o principal problema. A dificuldade no transporte de produtos das usinas está causando uma corrida aos postos, com filas e aumento de preços em alguns locais. Em Ribeirão Preto, ainda não há falta de combustível, mas a situação é crítica e um desabastecimento pontual é esperado em breve.
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Recomendações ao Consumidor
Para evitar problemas, recomenda-se que motoristas que utilizam o veículo com frequência, como taxistas e motoristas de aplicativo, abasteçam com mais frequência, evitando esperar pela reserva. Para consumidores comuns, a recomendação é manter o tanque sempre com o máximo de combustível possível. O estoque médio de um posto dura três dias, mas a situação excepcional dos bloqueios encurta esse prazo.
A BrasCombustível acompanha a situação de perto. O aumento de preços em alguns postos é considerado uma estratégia de administração de estoque, não necessariamente um abuso de poder econômico. A prioridade é garantir o abastecimento de serviços essenciais, como hospitais e forças policiais.



