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Cirurgia robótica para câncer de próstata passa a ter cobertura obrigatória no Brasil

Tecnologia amplia acesso a tratamento mais preciso e com menos complicações, mas ainda enfrenta desafios no SUS
cirurgia
Jacob Lund/Canva

A cirurgia robótica para tratamento do câncer de próstata passou a ter cobertura obrigatória no Brasil neste mês de abril, tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto pelos planos privados regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida representa um avanço no acesso à tecnologia, considerada mais precisa e menos invasiva.

Segundo especialistas, a principal mudança está na ampliação do acesso dos pacientes a esse tipo de procedimento, que já vinha sendo utilizado, mas ainda de forma limitada, principalmente na rede pública.

Tecnologia avançada

A cirurgia robótica utiliza instrumentos de alta precisão, com controle aprimorado dos movimentos e visualização ampliada durante o procedimento. A tecnologia permite eliminar tremores e realizar movimentos que não seriam possíveis apenas com as mãos humanas.

Na prática, isso se traduz em maior preservação de estruturas importantes do corpo, redução de danos a tecidos saudáveis e menor risco de complicações. O método também contribui para melhores resultados cirúrgicos no tratamento do câncer de próstata.

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Além disso, a técnica pode reduzir impactos em funções importantes para o paciente, como a continência urinária e a função sexual, que costumam ser preocupações frequentes nesse tipo de cirurgia.

Acesso ampliado

Com a nova regra, pacientes passam a ter maior possibilidade de acesso à cirurgia robótica, especialmente na rede privada, onde a tecnologia já está mais difundida. Em Ribeirão Preto e região, por exemplo, já existem plataformas em funcionamento e milhares de procedimentos realizados.

Por outro lado, o sistema público ainda enfrenta limitações, principalmente pela falta de equipamentos e investimentos necessários para ampliar a oferta da tecnologia. A expectativa é de que, com o tempo, haja expansão da estrutura também no SUS, permitindo que mais pacientes possam se beneficiar do procedimento.

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Diagnóstico precoce

Apesar do avanço tecnológico, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce continua sendo o principal fator para aumentar as chances de cura do câncer de próstata.

Quando identificado em estágio inicial, com a doença ainda localizada, as chances de cura podem ultrapassar 90%. Já em casos mais avançados, o tratamento muda e deixa de ter caráter curativo. A recomendação é que homens procurem avaliação médica regularmente, especialmente a partir dos 45 anos em casos com fatores de risco, ou a partir dos 50 anos para a população em geral.

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