Ribeirão Preto registra quase 330 mil pessoas inadimplentes, com um volume total de dívidas que ultrapassa R$ 3 bilhões. O valor médio por devedor é de cerca de R$ 9 mil, segundo dados da Serasa.
O cenário chama atenção não apenas pelo número elevado de endividados, mas também por um comportamento comum entre os brasileiros: o empréstimo de nome. Em muitos casos, pessoas organizadas financeiramente acabam negativadas após cederem o CPF a terceiros.
Nome emprestado
De acordo com levantamento citado na entrevista, seis em cada dez brasileiros já emprestaram o nome para alguém. Entre esses, 34% acabaram endividados porque a outra pessoa não quitou a dívida.
A porta-voz da Serasa, Natália Fernandes, explica que o gesto, muitas vezes motivado por confiança, pode trazer consequências financeiras graves. Isso porque, ao emprestar o nome, a responsabilidade pelo pagamento passa a ser de quem cedeu o CPF. Ela alerta que, antes de tomar essa decisão, é essencial avaliar se há condições de arcar com a dívida caso o pagamento não seja feito por quem solicitou o empréstimo.
Principais dívidas
Entre os tipos de débitos mais comuns estão os relacionados a bancos e cartões de crédito. Em seguida, aparecem contas básicas como energia, água e gás, além de compromissos com financeiras. Outro dado destacado é a mudança no perfil dos inadimplentes. As mulheres passaram a liderar os índices, com crescimento mais acentuado na faixa etária entre 30 e 45 anos.
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A falta de planejamento financeiro é apontada como um dos principais fatores para o aumento das dívidas, especialmente quando há envolvimento de terceiros. Especialistas recomendam cautela ao emprestar o nome e reforçam a importância do planejamento financeiro. A orientação é só assumir compromissos que possam ser pagos mesmo em caso de imprevistos.
Também é necessária atenção ao compartilhamento de dados pessoais, já que golpes podem ocorrer em situações semelhantes, principalmente com o envio de informações sensíveis por aplicativos de mensagens. Para quem já está inadimplente, a recomendação é mapear os gastos, priorizar despesas essenciais e buscar negociação das dívidas por meio de canais oficiais, com condições que caibam no orçamento.



