Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram novas regras para o futebol brasileiro durante reunião com a CBF nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. As mudanças têm como objetivo aumentar o tempo de bola rolando e reduzir a chamada cera durante as partidas.
No Brasileirão, as novas regras já passam a valer na próxima rodada, a 23ª. Na Série B, a aplicação começa apenas na 23ª rodada, já que a próxima é a 22ª. Com isso, o Botafogo-SP ainda não terá as mudanças em vigor na partida contra o São Bernardo, na sexta-feira.
Novas regras
Entre as mudanças aprovadas está o limite de cinco segundos para a cobrança de lateral. A contagem começa assim que o jogador estiver com a bola nas mãos. O goleiro também terá cinco segundos para cobrar o tiro de meta após o apito do árbitro. Caso ultrapasse o tempo, será marcado escanteio para o adversário.
Nas substituições, o jogador que deixar o campo terá dez segundos para sair e deverá utilizar o ponto mais próximo, sem caminhar pelo gramado. Outra novidade é o atendimento médico: atletas que receberem atendimento em campo, sem que tenha ocorrido choque com outro jogador, precisarão permanecer fora por um minuto.
A mesma regra será aplicada ao goleiro que receber atendimento após uma situação sem choque. Nesse caso, um jogador de linha terá que ficar fora durante um minuto, com o treinador responsável por indicar quem cumprirá o período.
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VAR
As mudanças também atingem o comportamento dos jogadores e a atuação do VAR. Cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão com adversário passa a ser conduta passível de cartão vermelho. A regra ficou conhecida como protocolo Vini Júnior.
O VAR também poderá revisar uma jogada que resulte em um segundo cartão amarelo e, consequentemente, em uma expulsão. A possibilidade de revisão de um escanteio concedido por engano também foi aprovada, mas essa alteração só entrará em vigor no próximo ano.
O Botafogo-SP foi favorável às mudanças. De acordo com Adalberto Baptista, o clube foi representado pelo diretor executivo de futebol André Leite e apoiou todas as regras apresentadas. Segundo ele, a norma relacionada a cobrir a boca durante discussões foi a que gerou mais debate entre os clubes, mas também acabou aprovada.
Mais dinâmica
O lateral-direito Gabriel Inocêncio avaliou positivamente as novidades e afirmou que as mudanças podem deixar o futebol brasileiro mais dinâmico.
“Acho que as novas regras aí ela vai vai ser para potencializar ainda mais o futebol brasileiro.”
Na avaliação de João Túbero, as alterações são positivas e têm como principal objetivo diminuir a cera e aumentar o tempo de bola rolando. Ele também considerou necessária a possibilidade de revisão pelo VAR de uma expulsão decorrente do segundo cartão amarelo.
Túbero também aprovou o protocolo que impede os jogadores de cobrirem a boca durante discussões. Para ele, a mudança pode ajudar em situações nas quais denúncias não conseguem ser comprovadas justamente pela dificuldade de leitura do que foi dito em campo.
A aplicação das novas regras, porém, dependerá da arbitragem e deve gerar discussões ao longo das competições. A parada técnica de hidratação não está entre as mudanças aprovadas e continuará sendo utilizada apenas em situações de muito calor, como já ocorre normalmente no futebol brasileiro.



