Jogadores e jogadoras do circuito mundial de tênis passaram a questionar publicamente a forma como os torneios distribuem as premiações aos atletas. A discussão ganhou força antes do início de Roland Garros, Grand Slam disputado na França a partir de 24 de maio.
Entre os nomes que se manifestaram estão Alexander Zverev e Aryna Sabalenka, atual número 1 do ranking feminino. As críticas são direcionadas principalmente ao percentual dos lucros repassado aos atletas e à concentração da maior parte das premiações nos primeiros colocados.
Segundo os tenistas, o modelo atual dificulta a sobrevivência financeira de quem está fora da elite do esporte, mesmo entre profissionais que disputam regularmente os torneios internacionais.
Premiações
De acordo com a reclamação dos atletas, Roland Garros deve destinar cerca de 15% dos lucros do evento às premiações dos jogadores.
O percentual é considerado baixo quando comparado a outras ligas esportivas, como a NBA, que distribui aproximadamente 50% das receitas aos atletas.
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Além disso, os tenistas argumentam que grande parte do dinheiro fica concentrada entre os jogadores que chegam às fases finais das competições.
Circuito
Outro ponto levantado pelos jogadores é a dificuldade financeira enfrentada por quem está fora do grupo de elite do ranking mundial.
A estimativa apresentada durante o debate no CBN Esportes aponta que apenas cerca de 150 atletas conseguem atualmente pagar todas as despesas da carreira apenas com as premiações conquistadas nos torneios.
Os custos incluem viagens, hospedagem, equipe técnica, treinamentos e equipamentos, realidade que afeta boa parte dos mais de 2 mil atletas ranqueados pela ATP.
Debate
A discussão abriu um novo debate sobre a divisão das receitas no tênis profissional e a sustentabilidade da carreira para atletas fora das primeiras posições do ranking.
Os jogadores defendem mudanças no sistema de distribuição das premiações para garantir melhores condições financeiras ao longo do circuito.