Segundo pesquisa realizada pela USP de Ribeirão, previsão é de que 61 milhões de pessoas ficarão cegas
Segundo estudo de pesquisadores da USP de Ribeirão Preto, a cegueira e a deficiência visual devem dobrar até 2050. O aumento se deve ao crescimento populacional e ao envelhecimento da população mundial, fatores que intensificam o impacto de doenças oculares comuns.
Retinopatia Diabética: Um Caso Exemplar
O aposentado Luiz Vieira, diagnosticado com retinopatia diabética, ilustra os desafios da doença. A retinopatia, causada pelo excesso de glicose no sangue, danifica os vasos sanguíneos da retina. Luiz passou por tratamento com injeções de oxigênio e cirurgia de catarata, desenvolvida como consequência do tratamento, melhorando significativamente sua qualidade de vida.
Previsões e Implicações para o Futuro
A retinopatia diabética é a quarta doença mais comum a causar cegueira e deficiência visual, atrás da catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade. As projeções apontam para um cenário preocupante: 61 milhões de cegos e 474 milhões com deficiência visual moderada a severa até 2050. O professor João Marcelo Furtado destaca a importância do acesso a serviços de saúde, como a cirurgia de catarata, para reduzir esses números. A presbiopia (vista cansada) também contribui significativamente para a estatística, afetando 866 milhões de pessoas.
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Prevenção e Acesso aos Cuidados
A falta de acesso a óculos e cuidados oftalmológicos adequados contribui significativamente para o aumento da cegueira e deficiência visual. O estudo publicado no periódico científico The Lancet Global Health reforça a necessidade de políticas públicas que garantam acesso a exames regulares, tratamento e correção visual, principalmente para a população acima de 40 anos, grupo mais suscetível a problemas de visão. A prevenção e o acesso precoce a serviços de saúde são cruciais para mitigar o impacto dessas doenças e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas.



