Garganta inflamada, coriza, indisposição… sobre o tema confira a análise do médico especialista Julio César Bruno
Depois de um longo período de distanciamento social e uso de máscaras, a população retorna gradativamente às atividades consideradas normais. Contudo, com o aumento da circulação de pessoas em ambientes abertos e fechados, doenças respiratórias que apresentaram baixos índices nos últimos dois anos têm reaparecido, impulsionadas pela chegada da primavera e suas variações climáticas.
A volta das doenças respiratórias
O aumento da circulação de vírus respiratórios comuns, como a gripe, tem sido observado em consultórios e hospitais. A dificuldade em diferenciar um resfriado comum de uma síndrome gripal mais complexa, causada pelo vírus influenza ou pelo coronavírus, exige uma avaliação cuidadosa e a solicitação de exames específicos quando necessário. O retorno às aulas também contribuiu para o aumento da transmissão viral entre crianças.
Resistência bacteriana e os desafios do tratamento
O uso excessivo de antibióticos durante a pandemia levanta preocupações sobre o aumento da resistência bacteriana. Embora o foco não seja a resistência viral, infecções virais podem abrir caminho para infecções bacterianas secundárias, como sinusite, otite e pneumonia. A utilização indiscriminada de antibióticos durante a pandemia aumentou o risco de infecções bacterianas mais resistentes ao tratamento.
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Prevenção para o fim de ano
Com o fim de ano se aproximando, a possibilidade de aumento na circulação de vírus é alta. Apesar da pressão social e econômica para a realização de festas e eventos, a recomendação é manter o máximo de isolamento social possível, principalmente em ambientes fechados. O uso de máscaras, evitar aglomerações e a continuidade da vacinação são medidas essenciais para a prevenção. A adesão da população brasileira à vacinação contra a Covid-19 é positiva, mas não elimina a necessidade de precauções contra novas variantes e vírus respiratórios.


