Secretário Municipal da Saúde, Diego Nogueira, fala das ações de combate para tentar controlar a doença
A cidade de Abuticabal enfrenta uma grave epidemia de dengue, com 938 casos positivos e 9 mortes registradas até o início de fevereiro. O mês de janeiro concentrou 7 óbitos, e mais dois foram confirmados em fevereiro, com um caso ainda em investigação. A alta incidência da doença, em uma cidade com 71.821 habitantes, levou a prefeitura a criar medidas emergenciais.
Unidade de Atendimento Exclusiva
Para desafogar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a prefeitura montou o “Dengário”, uma unidade de atendimento exclusiva para pacientes com sintomas de dengue. Funcionando das 6h à meia-noite, o local oferece triagem, testes rápidos (disponíveis desde 11 de dezembro) e tratamento imediato, incluindo hidratação e monitoramento de plaquetas. A iniciativa visa agilizar o atendimento e direcionar os recursos para os casos de dengue.
Sorotipo 2 e Comorbidades
O secretário de saúde, Diego Nogueira, explicou que o sorotipo 2 da dengue, predominante nos casos atuais, está agravando comorbidades existentes nos pacientes. As nove mortes registradas ocorreram em pessoas acima de 45 anos, todas com condições de saúde preexistentes. A falta de imunidade da população a esse sorotipo contribui para a gravidade dos casos.
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Combate à Epidemia e Prevenção
Além do Dengário, a prefeitura intensificou as ações de combate à dengue. Arrastões semanais para recolhimento de materiais inservíveis, fumacê, trabalho conjunto de agentes de combate a endemias e agentes de saúde, visitas a borracharias e recicladores, e campanhas de conscientização nas redes sociais e em visitas domiciliares compõem as estratégias de prevenção. A população é instada a colaborar, eliminando focos do mosquito Aedes aegypti em suas residências, já que 80% dos criadouros são encontrados em casas.
A situação em Abuticabal demonstra a urgência de ações integradas de combate à dengue, combinando atendimento médico eficiente com medidas eficazes de prevenção e conscientização da população. A colaboração de todos é fundamental para controlar a epidemia e evitar novas tragédias.



