Brasil é o segundo país com maior número de casos, atrás apenas da Índia; especialista Thania Loiola fala mais da doença
Começa hoje a campanha nacional “Todos contra a Hanseníase”. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de casos, atrás apenas da Índia, concentrando 90% dos diagnósticos nas Américas. A Sociedade Brasileira de Hansenologia alerta para uma endemia oculta, estimando que o número real de doentes seja cinco vezes maior que o oficial.
O que é Hanseníase?
A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é causada por uma bactéria e transmitida pelo ar, mas o contágio requer contato íntimo e prolongado com um indivíduo não tratado. O tratamento, oferecido gratuitamente pelo SUS, cura a doença, mas o estigma e o preconceito persistem. A doença pode se manifestar de diversas formas, incluindo perda de sensibilidade, dores, fraqueza muscular, formigamentos e manchas na pele. A ausência de sensibilidade em manchas avermelhadas ou esbranquiçadas é um sinal de alerta, assim como a perda de força nas mãos ou pés, tropeços frequentes e formigamentos.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico precoce é crucial para evitar sequelas irreversíveis. A hanseníase evolui lentamente, podendo levar anos para manifestar sintomas graves. O tratamento consiste em um coquetel de antibióticos, oferecido gratuitamente pelo SUS, e leva à cura, embora algumas sequelas possam permanecer. A reabilitação, com fisioterapia e adaptação de calçados, auxilia na recuperação. Pacientes diagnosticados precocemente geralmente não apresentam sequelas.
Sintomas como dificuldade em apertar objetos, queimaduras sem percepção de dor, perda de chinelos ao caminhar e machucados nos pés sem a devida percepção de dor são sinais de alerta e devem motivar a procura por um médico especialista, o hansenologista. A hanseníase afeta principalmente adultos entre 30 e 60 anos, mas também pode atingir crianças. A campanha busca conscientizar a população e profissionais de saúde sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento para combater a doença e evitar sequelas.



