Procedimento, ainda em testes, utiliza de células do sistema imunológico do próprio paciente modificadas para atacar o câncer
O estudo com células CAR-T para o tratamento de leucemia e linfoma, realizado em Ribeirão Preto, entra em uma nova fase com a seleção de voluntários.
O que é a terapia CAR-T?
O tratamento com células CAR-T consiste em colher células do sistema imunológico do paciente (linfócitos), manipulá-las em laboratório e inserir um material genético específico. Essa reprogramação faz com que as células reconheçam e ataquem as células cancerígenas da leucemia ou linfoma.
Etapas do tratamento e a nova fase da pesquisa
O processo de alteração e inserção das células leva de duas a três semanas. Envolve a separação dos linfócitos T (o tipo específico usado na terapia CAR-T) de outras células sanguíneas, a alteração genética e a proliferação dessas células em laboratório até atingir a quantidade necessária para reintrodução no paciente. Esta nova fase do estudo receberá R$ 100 milhões em investimentos do Ministério da Saúde, permitindo a inclusão de 81 novos pacientes. O estudo, aprovado pela Anvisa, visa obter o registro para disponibilizar o tratamento pelo SUS.
Resultados e próximos passos
O estudo é direcionado a pacientes com leucemia linfoblástica aguda B e linfomas B que não responderam bem ao tratamento inicial. Em uma fase anterior, 20 pacientes foram tratados com sucesso (14 em remissão), demonstrando a eficácia do método em casos graves. A nova fase recrutará 81 pacientes em Ribeirão Preto, São Paulo e Campinas, com acompanhamento por pelo menos um ano após o tratamento. Após dois anos, os dados serão apresentados à Anvisa para aprovação do medicamento. Adultos e crianças a partir de seis anos com leucemia linfoblástica aguda B podem participar. Mais informações estão disponíveis em emocentro.frmp.usp.br/terapia.



