O Botafogo-SP teve uma semana movimentada fora de campo. Além da divulgação da atualização da tabela da Série B do Campeonato Brasileiro, o clube realizou uma reunião do Conselho Deliberativo para discutir a situação financeira e os processos judiciais envolvendo a Botafogo SA.
A Série B seguirá normalmente durante o período da Copa do Mundo, diferente da Série A. Com a atualização da tabela divulgada pela CBF, o Botafogo-SP não terá partidas coincidindo com horários de jogos do Mundial, evitando concorrência direta com o torneio.
Contas
Na última sexta-feira, o Conselho Deliberativo do Botafogo Futebol Clube aprovou as contas referentes ao ano de 2025. O presidente do Conselho, Daniel Pitta Marques, explicou que o clube segue enfrentando dificuldades financeiras por conta do impasse entre o clube e o sócio investidor da Botafogo SA, Adalberto Baptista.
“O clube está fazendo todos os movimentos possíveis para continuar arcando com compromissos e obrigações.”
Daniel Pitta Marques reafirmou ainda que o abatimento maior das dívidas não aconteceu porque a Trexx não estaria cumprindo os repasses previstos em contrato e na legislação da SAF.
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Justiça
A reunião também tratou das disputas judiciais envolvendo o clube, principalmente nas esferas trabalhista, cível e na Câmara Arbitral Brasil-Canadá.
Segundo o presidente do Conselho Deliberativo, a Câmara Arbitral já foi instalada e agora as partes iniciam uma fase de pedidos urgentes antes de uma decisão definitiva.
“Agora iniciou-se uma fase em que as partes apresentam pedidos urgentes.”
A principal discussão envolve o repasse de 20% das receitas da SAF ao clube associativo, previsto na legislação. O Botafogo Futebol Clube argumenta que depende desses valores para cumprir o plano de pagamento aos credores.
Por outro lado, a Trexx sustenta que a origem da SAF seria a Botafogo SA, e não o BFC, motivo pelo qual não realiza os repasses.
RCE
Outro ponto debatido envolve o Regime Centralizado de Execuções (RCE), mecanismo criado para organizar o pagamento coletivo das dívidas do clube.
A administradora judicial Laspro Consultores entendeu que os planos de pagamento apresentados anteriormente dependem diretamente dos valores que seriam repassados pela Botafogo SA. Como a discussão segue em arbitragem, foi decidida pela suspensão temporária do RCE até que haja uma definição na Câmara Brasil-Canadá.
Caso a Justiça não aceite a suspensão, a administradora sugeriu o encerramento do regime especial de pagamento das dívidas. Mesmo com uma eventual suspensão do RCE, os credores continuam autorizados a cobrar individualmente os débitos na Justiça.
A Laspro foi a administradora judicial que levantou suspeitas sobre desvio de verbas e até mesmo de contabilidade paralela nas contas do BFC. O clube sempre negou essa situação.



