Resultado aponta crescimento nas vendas, que cresceram pelo segundo mês consecutivo, mas as locações diminuíram; entenda
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo divulgou um estudo comparativo entre os meses de março e abril de 2024, focado nos mercados de venda e locação de casas e apartamentos em Ribeirão Preto e região. O levantamento apontou crescimento nas vendas pelo segundo mês consecutivo, enquanto as locações apresentaram queda.
Vendas em alta apesar do cenário desafiador
José Augusto Viananeto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo, destacou que as vendas cresceram 1,7% em abril. Ele considerou esse resultado positivo, especialmente diante de quedas anteriores na ordem de 18% a 20% no setor imobiliário. No acumulado do ano, a queda foi de 5,72%, considerada pequena frente às dificuldades recentes, como a contenção de crédito e as altas taxas de juros.
Motivações para a compra mesmo com juros elevados: Segundo Viananeto, a possibilidade de financiamento em até 35 anos e o valor das prestações, que muitas vezes ficam abaixo do valor do aluguel, têm incentivado as compras. Ele explicou que, apesar da taxa de juros elevada, o pagamento da prestação representa uma forma de capitalização, já que o imóvel tende a valorizar-se acima da inflação, ao contrário do aluguel, que não gera retorno financeiro.
Queda nas locações indica estabilidade: O estudo também mostrou redução nas locações, o que, segundo o presidente do conselho, é um sinal positivo para a sociedade. A diminuição indica que os locatários têm permanecido nos imóveis ao final dos contratos, evitando mudanças que podem ser traumáticas, como troca de escola e deslocamento para o trabalho. A queda nas locações está relacionada ao aumento dos valores pedidos pelos proprietários, que nem sempre acompanham o crescimento dos salários.
Perfil dos imóveis vendidos e alugados
Em relação aos valores dos imóveis vendidos na região, 32% das transações envolveram imóveis de até R$ 200 mil, 30,2% entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, 11,3% entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, e cerca de 25% acima de R$ 500 mil. Assim, 62,3% das vendas concentraram-se na faixa entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.
Quanto à locação, 53,8% dos contratos referem-se a imóveis com aluguel de até R$ 1 mil, caracterizando um público de baixa renda. Casas com área útil até 50 metros quadrados representam 44,4% das locações, enquanto apartamentos entre 50 e 100 metros quadrados correspondem a 60% dos imóveis alugados.
Em abril, 54,5% das transações ocorreram em áreas nobres, 45,5% em regiões periféricas, e não houve registros de transações na região central, onde normalmente há imóveis mais antigos.
Informações adicionais
O estudo reflete as condições do mercado imobiliário em Ribeirão Preto e região no primeiro quadrimestre de 2024, destacando a influência das condições de crédito e da valorização imobiliária nas decisões de compra e locação.



