Ações criminosas deixam moradores sem água e alunos sem aula
Os furtos em poços artesianos de Ribeirão Preto têm se tornado cada vez mais frequentes, causando prejuízos significativos à cidade.
Aumento de furtos e prejuízos financeiros
O mais recente caso ocorreu na segunda-feira, na região sul, com o furto de fiação e danos ao painel de um poço na Avenida Luísa do Ardo Toledo Prado. Os fios de cobre, alvo principal dos criminosos, impulsionam a alta recorrência dos crimes, somando 32 ocorrências apenas este ano. O eletricista-chefe do Daerpe, Nilsson Belém, estima que os custos de manutenção ultrapassam R$ 40 mil, podendo chegar a R$ 50 mil para a substituição completa do painel. A interrupção do fornecimento de água afeta cerca de 6 mil pessoas a cada roubo, segundo o superintendente do Daerpe, Afonso Reis do Arte.
Impacto na Educação
Além dos poços artesianos, escolas também são vítimas desses furtos. Alunos da escola estadual Jardim Monte Carlo foram dispensados após o roubo de cabos de energia, comprometendo as aulas. Um estudante relatou a perda de aulas de português, história, inglês, geografia e artes. O diretor do sindicato dos professores, Mauro Guinaste, afirma que buscará providências junto ao estado, uma vez que as escolas carecem de segurança, como vigilância e alarmes.
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Ações de combate aos crimes
A Guarda Civil de Ribeirão Preto tem intensificado as rondas em prédios públicos, locais onde os crimes são mais frequentes. A natureza organizada dos roubos, segundo autoridades, sugere a atuação de uma quadrilha especializada em furtos de equipamentos elétricos. A situação exige ações mais efetivas para proteger os recursos públicos e garantir o fornecimento de serviços essenciais à população.



