Ex-Prefeita teve acesso ao dinheiro através de uma ONG
A primeira audiência do processo contra a ex-prefeita Darci Vera durou mais de seis horas e contou com o depoimento de três agentes federais que investigaram o caso ao lado do Gaeco.
Propina e desvio de recursos
O delegado Flávio Reis afirmou que servidores foram lesados e que a advogada Maria Zuelilli Brandi pagava propina a Darci Vera e Marco Antônio dos Santos. A investigação apurou que Darci Vera usava uma ONG para receber o dinheiro destinado à liberação de honorários advocatícios. O delegado confirmou as informações obtidas durante a investigação, incluindo conversas que indicavam pagamentos de propina.
Interceptações telefônicas e outras evidências
O agente Luiz Alessio Janonés, responsável pelas interceptações telefônicas, corroborou as declarações do delegado Reis, afirmando ter identificado em conversas gravadas o pagamento de propina por Maria Zuelilli. Ele relatou ainda que Marco Antônio dos Santos, superintendente da Codep, mandava segurar os pagamentos quando a propina não era paga. A agente federal também mencionou outros métodos de investigação, como busca e apreensão, quebra de sigilo bancário e a colaboração de um dos réus, que reforçaram as evidências. O agente Rony Claudio Pires confirmou as informações prestadas pelas testemunhas anteriores, incluindo a compra de um sítio em Cajuru por Maria Zuelilli com dinheiro dos honorários.
Próximos passos e defesa
O promotor Frederico Camargo considerou os depoimentos positivos e relevantes para o andamento do processo. As defesas dos réus tentaram desqualificar as investigações, questionando a natureza dos pagamentos. Wagner Rodrigues, que fez delação premiada, foi liberado das próximas audiências. Na próxima semana, serão ouvidos seis funcionários da prefeitura e Leandro Librandi, filho da advogada Maria Zuelilli. Darci Vera e Maria Zuelilli, que obtiveram o direito de não acompanhar os depoimentos, não estiveram presentes no fórum.


