Cidade vai na contramão do país, já que nacionalmente os números apresentam queda
A atividade na indústria da construção civil apresentou sinais de recuperação em relação ao ano passado, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em maio de 2023, o nível de atividade atingiu 42,7 pontos, enquanto em 2024 chegou a 44,1 pontos. Apesar da melhora, os indicadores ainda se encontram abaixo dos 50 pontos, indicando retração da atividade e do emprego no setor. Embora a queda seja menor do que a registrada em 2016, a situação ainda preocupa.
Cenário Local em Ribeirão Preto: Uma Contradição
Em Ribeirão Preto, o cenário é diferente. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), o aumento de empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida impulsionou a atividade local. O diretor regional do Sinduscon-SP, E. Batista Ferreira, atribui a contradição nos dados ao maior número de obras subsidiadas pelo programa. A atuação conjunta da Caixa Econômica Federal e da prefeitura municipal resultou em um aumento significativo de obras do Minha Casa, Minha Vida, compensando a diminuição de obras de padrão médio e alto.
Impacto na Indústria e Expectativas para o Futuro
Antes da construção civil, a indústria sofreu com a crise. Em Sertãozinho, por exemplo, o emprego formal vem caindo desde fevereiro. Empresários industriais se mostram cautelosos em relação a novos investimentos devido à incerteza política e econômica. A expectativa é de que a situação permaneça estável até o final do ano. Para quem busca comprar um imóvel, a recomendação é aproveitar a crise e os juros baixos para fazer um bom negócio, pois os custos de novas construções tendem a aumentar.
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O Mercado Imobiliário e Perspectivas para as Empresas
As empresas do setor precisam otimizar seus recursos, reduzir estoques e ajustar os preços para se manterem competitivas. Alguns lançamentos estão previstos para este ano e o próximo, porém em menor escala que em anos anteriores. A pesquisa nacional indica pessimismo entre os empresários, com o indicador de expectativas de novos empreendimentos e serviços em 48,8 pontos (abaixo dos 50 pontos). O levantamento da CNI foi realizado com 604 empresas, sendo 210 pequenas, 262 médias e 132 grandes.



