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Construção civil demitiu mais de dez mil em Ribeirão durante 2015

Tirando as contratações, saldo ficou em 1.608 demissões; crise também refletiu na queda da venda de cimento em 14%
Construção civil Ribeirão
Tirando as contratações, saldo ficou em 1.608 demissões; crise também refletiu na queda da venda de cimento em 14%

Tirando as contratações, saldo ficou em 1.608 demissões; crise também refletiu na queda da venda de cimento em 14%

A construção civil em Ribeirão Preto enfrenta um período desafiador, com um impacto significativo no mercado de trabalho e no comércio de materiais. Nos últimos meses, o setor tem demonstrado sinais de retração, gerando preocupação entre empresários e trabalhadores.

O Impacto no Emprego

O setor da construção civil em Ribeirão Preto sofreu um duro golpe, com a perda de mais de 10 mil postos de trabalho no último ano. O empreiteiro Evandro José da Silva Filho relata a difícil decisão de demitir funcionários devido à diminuição de novos projetos. “Hoje contamos com 20 funcionários para quatro obras em andamento. Há dois anos, tínhamos oito obras em andamento e 40 funcionários. Se não temos onde alocá-los, temos que demitir”, lamenta.

Os números confirmam a crise: o saldo entre contratações e demissões resultou em um déficit de 1.608 postos de trabalho. Fernando Junqueira, diretor regional do Sinduscon, atribui o alto número de demissões à falta de investimentos no setor. “O que mais me preocupa é o emprego. A falta de lançamentos impede a criação de novos produtos e a contratação de pessoal. Nossas obras estão sendo finalizadas e estamos tendo que demitir”, explica.

Retração no Comércio de Materiais

A crise na construção civil também se reflete no comércio de materiais. As vendas de cimento, por exemplo, registraram uma queda de quase 14% no primeiro bimestre de 2016, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A retração não se limita ao cimento; a venda de diversos outros materiais de construção também diminuiu.

Fernando Junqueira destaca que até mesmo as pequenas reformas e ampliações, importantes para a economia local, foram afetadas. “As pessoas que fazem aqueles famosos ‘puxadinhos’, que fazem aquele investimento que é muito importante para a economia do país, isso não está ocorrendo. Por que o cara está com a pessoa está com preocupação que vai perder o emprego dela. Isso tudo retrai o mercado como um todo”, analisa.

Cenário Econômico e Perspectivas

O cenário econômico incerto tem levado muitos consumidores a adiarem seus planos de construção e reforma, impactando diretamente o setor. A cautela em relação ao futuro do emprego e a renda disponível contribuem para a retração do mercado.

A situação exige atenção e medidas que incentivem o investimento e a retomada do crescimento na construção civil, a fim de minimizar os impactos negativos no emprego e na economia local.

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