Alta também no valor do gás está relacionada à incerteza de impostos federais; Fernando Rocca comenta sobre o reajuste
O início de 2024 trouxe uma notícia ruim para o consumidor brasileiro: a alta nos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. A situação impacta diretamente o bolso da população, principalmente aqueles que dependem do carro para trabalhar, como motoristas de aplicativo.
Aumento inesperado nos postos de combustível
O aumento nos preços dos combustíveis pegou muitos motoristas de surpresa. Apesar da expectativa pela volta dos impostos federais (PIS e Cofins), a prorrogação da isenção por parte do governo gerou uma falsa sensação de segurança. Alguns postos, no entanto, já haviam aumentado seus preços antes mesmo do anúncio da prorrogação, alegando estoques com preços mais altos. Relatos apontam para aumentos acima de R$ 1,00 por litro em alguns locais.
Gás de cozinha também sofre impacto
A alta nos preços não se limitou aos combustíveis. O gás de cozinha também sofreu um aumento significativo, passando de R$ 108 para R$ 115 em alguns locais no dia 24 de dezembro. Esse aumento, segundo revendedores, está relacionado ao índice de preço médio ponderado ao consumidor final, usado como base de cálculo para a tributação do ICMS. As empresas repassaram o aumento, alegando não ter culpa pela situação.
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Expectativas para o futuro e recomendações ao consumidor
A expectativa é que os preços se normalizem gradualmente com a reposição de estoques a preços menores pelas distribuidoras. Entretanto, o Procon alerta para a disparidade de preços entre os postos de combustíveis e recomenda aos consumidores que comparem preços antes de abastecer para evitar surpresas desagradáveis. A mesma recomendação se aplica à compra de gás de cozinha. A pesquisa de preços é fundamental para economizar.



