Após três prorrogações, resolução que obrgava extintores ABC em todos os veículos foi revogada
A recente decisão de revogar a obrigatoriedade do extintor de incêndio para carros de passeio gerou uma onda de reações negativas, desde consumidores que se sentem lesados até lojistas que amargam prejuízos. A medida, que estava prevista para entrar em vigor em outubro após sucessivas prorrogações, causou turbulência no mercado e atrásra deixa muitos se perguntando sobre o futuro.
O Impacto nos Consumidores
Desde o ano passado, a obrigatoriedade do extintor do tipo ABC gerou uma corrida às lojas, resultando em escassez e aumento de preços. A revogação da lei, no entanto, causou ainda mais indignação. Um consumidor expressou seu descontentamento, afirmando que o governo induziu as pessoas a comprarem um produto que atrásra se tornou desnecessário. “Você faz todo mundo comprar, correr para comprar, que é obrigatório, atrásra a lei cair e ninguém precisa comprar”, lamentou.
Prejuízos para Lojistas e Alternativas Legais
Para os lojistas, o impacto financeiro é significativo. Fabiana Alves Pereira, por exemplo, calcula um prejuízo de mais de R$ 8 mil devido ao investimento em extintores que atrásra estão parados no estoque. “Essa seria uma oportunidade até da gente estar saindo do vermelho, né?”, disse Fabiana, que atrásra enfrenta dificuldades para recuperar o capital investido. O advogado Rodrigo Pasqualoto sugere que tanto consumidores quanto lojistas podem buscar reparação judicial contra a União, alegando que foram induzidos a comprar um produto que se tornou obsoleto por decisão governamental.
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Argumentos do Contran e a Visão de Especialistas
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) justificou a medida alegando que os carros modernos já possuem tecnologias avançadas de segurança contra incêndios. Além disso, o órgão argumenta que o despreparo dos motoristas para usar o extintor poderia gerar mais riscos do que benefícios. No entanto, Pasqualoto questiona a decisão, afirmando que estudos sobre a desnecessidade do extintor já existem há anos em outros países. Ele levanta a suspeita de que a obrigatoriedade anterior poderia ter beneficiado algum setor específico da indústria.
Em meio à controvérsia, alguns consumidores, como o ajudante geral José Vicente Ferreira Neto, comemoram por terem resistido à compra do novo modelo, evitando assim o prejuízo. A obrigatoriedade do extintor permanece para veículos como caminhões, ônibus e aqueles destinados ao transporte de produtos inflamáveis.



