Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
A iminência de um apagão volta a assombrar o Brasil, impulsionada pela escassez de chuvas e o consequente baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, que são a principal fonte de energia do país. A situação é agravada pelo aumento do consumo de energia, impulsionado pelas altas temperaturas e pelo uso intensivo de ar condicionado.
Crise Hídrica e Impacto na Produção de Energia
A falta de chuvas, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, tem levado os rios a níveis alarmantemente baixos. O Rio Pardo, por exemplo, está drasticamente abaixo da média para esta época do ano. Essa situação impacta diretamente a produção de energia elétrica, já que a matriz energética brasileira é fortemente dependente das hidrelétricas, que necessitam de água represada para gerar eletricidade.
Racionamento de Água e Perspectivas Futuras
O racionamento de água já é uma realidade em algumas cidades, e a tendência é que se agrave caso a seca persista. Muitas cidades dependem de rios para o abastecimento, o que torna a situação ainda mais crítica. A proximidade da Copa do Mundo, com o aumento do número de visitantes, e o fim do horário de verão, que contribuía para a economia de energia, são fatores que podem agravar ainda mais o cenário.
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Cenário Preocupante e a Necessidade de Ações
Os reservatórios do Centro-Oeste e do Sudeste operam com cerca de 28,54% da sua capacidade média para este período do ano. Considerando que a Copa do Mundo ocorrerá nos meses mais secos, a demanda por energia e serviços de telecomunicações aumentará significativamente. A colaboração de todos na economia de água é fundamental para mitigar os impactos na produção de energia elétrica e no abastecimento hídrico.



