Medida do Banco Central visa controlar a inflação; confira o comentário de Nelson Rocha Augusto na coluna ‘CBN Economia’
A taxa básica de juros (Selic) subiu de 7,75% para 9,25%, o maior aumento desde 2002. Essa decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) visa combater a alta inflação no Brasil.
Impacto da alta de juros
O aumento da Selic impacta diretamente o consumidor, elevando o custo do crédito e do capital para as empresas. Isso pode levar à redução do crescimento econômico e da geração de empregos. Apesar dos efeitos negativos no curto prazo, a medida é necessária para controlar a inflação, que prejudica ainda mais o crescimento econômico.
Perspectivas futuras
Há indícios de que a inflação começará a ceder em breve. A queda do preço internacional do petróleo, a boa safra agrícola e a possível redução nas bandeiras tarifárias de energia elétrica contribuirão para isso. A redução do valor do dólar também impactará positivamente, diminuindo o preço de insumos importados.
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Cenário de curto e médio prazo
Nos próximos dois meses, a situação econômica será desafiadora, com impacto negativo na atividade econômica e no emprego. No entanto, espera-se uma queda significativa da inflação, permitindo que o Banco Central comece a reduzir a taxa Selic a partir de fevereiro ou março. Enquanto isso, recomenda-se cautela aos consumidores, evitando endividamento em taxas de juros elevadas.



