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Corpo de menina de 3 anos morta com sinais de tortura é liberado para enterro

Liberação foi após localização da mãe em Itapetininga (SP); avô e companheira seguem presos por homicídio.
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O corpo de Sophia Emanuele dos Santos, de 3 anos, foi liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) após a localização da família materna em Itapetininga (SP). A liberação enfrentou um impasse de uma semana porque, legalmente, apenas familiares diretos podem autorizar o enterro.

Os parentes com quem a criança vivia — o avô e a companheira dele — são os principais suspeitos do crime e estão presos preventivamente. A localização da mãe e da avó materna ocorreu por meio de uma força-tarefa entre o poder público de Ribeirão Preto (SP) e Itapetininga (SP).

Localização da família

Segundo a delegada Michela Ragazzi, a mãe e a avó materna não sabiam da morte da criança até a última sexta-feira (20), embora o crime tenha ocorrido na terça-feira (17). De acordo com a polícia, elas são pessoas humildes e precisaram de auxílio das autoridades para se deslocarem até a delegacia.

Após serem ouvidas, mãe e avó autorizaram o encaminhamento do corpo para Itapetininga (SP). O advogado do avô chegou a solicitar a liberação provisória do cliente para realizar a inumação, mas o pedido foi negado, já que a família materna assumiu os trâmites.

Investigação

A investigação agora entra em fase considerada crucial para esclarecer as circunstâncias da morte e entender por que a menina vivia em um cenário descrito pela polícia como de “invisibilidade”. A Polícia Civil realiza oitivas de testemunhas, perícia no imóvel e análise de documentos e relatórios do Conselho Tutelar de Itapetininga.

Laudos periciais indicam que Sofia apresentava sinais severos de desnutrição, perda de cabelo e tortura. Os investigados, José dos Santos, de 42 anos, e Karen Tamires Marques, de 33, estão presos preventivamente e devem ser indiciados por homicídio triplamente qualificado.

O inquérito policial tem prazo de dez dias para conclusão e vence na próxima quarta-feira. A Polícia Civil busca compreender a dinâmica das agressões e toda a trajetória da vítima para dar uma resposta à comunidade.

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