Comissão apura irregularidades nos contratos com o Daerp para troca de tubulações
Ex-gerentes do Daerp prestam depoimentos contraditórios à CPI
Leonardo Cavalcanti e Rafael Luciano, dois ex-gerentes de execução exonerados do Daerp, prestaram depoimentos ontem à CPI que investiga irregularidades no contrato da autarquia com a empresa Aeg Engenharia. Suas declarações divergem das informações apresentadas pelos fiscais do contrato.
Fiscalização questionada
Os ex-gerentes afirmaram desconhecer sua responsabilidade na fiscalização das obras realizadas pela Aeg. Este ponto contrasta com os depoimentos anteriores dos cinco fiscais nomeados no contrato, que também negaram ter conhecimento de suas funções de fiscalização. A ausência de documentos que comprovem a notificação oficial do Daerp aos fiscais agrava a situação. Rafael Luciano, contudo, alegou que os fiscais tinham ciência de suas responsabilidades, visto que compareciam às obras, realizavam medições e acompanhavam o andamento dos trabalhos. A peculiaridade é que nenhuma medição foi assinada por esses fiscais, fato que gerou questionamentos. Luciano justificou a falta de assinatura alegando confiança nos colegas.
Direcionamento na contratação
Leonardo Cavalcanti refutou as alegações de que os documentos do processo solicitatório direcionavam a contratação da Aeg, com a junção de serviços em um único processo. O presidente da CPI, vereador Marcos Papa, entretanto, afirmou que as evidências da investigação não podem ser contestadas. Um dos ex-gerentes declarou ter acompanhado a fiscalização até a segunda medição, sugerindo que sua exoneração ocorreu em razão de sua recusa em participar das ações consideradas criminosas.
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Os trabalhos da CPI foram interrompidos pelo recesso de fim de ano e serão retomados em março de 2017. O presidente Marcos Papa anunciou a contratação de uma consultoria técnica para analisar as declarações apresentadas.



