Informações do empresário e ex-diretor da autarquia podem servir para investigação de irregularidades em licitação
Luiz Alberto Mantila, ex-diretor, foi convocado para depor na CPI que investiga esquema de corrupção envolvendo a autarquia e a empresa Aeg Engenharia. Seu advogado justificou a ausência alegando recebimento tardio da convocação pelos correios. Apesar da justificativa considerada plausível pelo presidente da comissão, vereador Marcos Papa, a condução coercitiva não está descartada em caso de nova ausência.
Atraso na Convocação e Condução Coercitiva
A ausência de Mantila na primeira convocação gerou polêmica. O presidente da CPI explicou que, embora a justificativa do advogado sobre o atraso na entrega da convocação pelos correios seja plausível, uma nova ausência poderá resultar em condução coercitiva para garantir seu depoimento.
Mantila e o Esquema de Corrupção
Mantila é considerado peça-chave na investigação do esquema de corrupção que envolve a autarquia e a Aeg Engenharia. Ele já foi preso durante a operação Cervandija, mas atualmente responde ao processo em liberdade. A CPI já possui informações de que ele afastava fiscais responsáveis pela fiscalização das medições da obra.
Leia também
Próximos Passos da CPI
Após análise da delação premiada de Mantila, a CPI elaborará novos questionamentos. Uma nova data de depoimento foi sugerida para a próxima quinta-feira. A expectativa é que, com novos questionamentos baseados em depoimentos anteriores, Mantila possa esclarecer seu envolvimento no esquema. A Aeg Engenharia, por sua vez, continua negando qualquer envolvimento em atos de corrupção ou irregularidades nas licitações do Daerp.
A CPI segue investigando o caso e espera que o depoimento de Mantila contribua para esclarecer os fatos. Novas informações devem surgir após a sua oitiva.



