No primeiro trimestre a taxa de desemprego chegou a 13,5% em São Paulo; cerca de 6 milhões de paulistas estão desempregados
Desemprego em alta: um ano e meio sem trabalho
Dados recentes do KJD, esperados ainda para esta semana, trarão um panorama preocupante sobre o mercado de trabalho brasileiro. A situação do desemprego, que já aflige milhares, tem se agravado, com muitos brasileiros passando mais de um ano e meio sem conseguir recolocação, principalmente no estado de São Paulo.
Tempo de recolocação dobrado
O IBGE aponta um aumento significativo no tempo necessário para encontrar um novo emprego. Nos últimos três anos, esse período mais que dobrou, refletindo uma recessão acentuada no mercado de trabalho. Em São Paulo, o tempo médio de recolocação chegou a 18 meses, mais do que o dobro do registrado em 2016 (7 meses). A situação é ainda mais crítica em outros estados, onde a espera pode chegar a dois anos e meio.
Desespero e subemprego
A busca incessante por emprego tem levado muitos à exaustão. Aline Cristina Benedito, por exemplo, está desempregada há quatro anos e, após inúmeras tentativas, ainda não conseguiu uma vaga com carteira assinada. A dificuldade em encontrar trabalho impacta diretamente as finanças domésticas, levando muitos a aceitarem subempregos e a informalidade, como Aline, que atualmente complementa sua renda com a venda de salgados, trabalhos como garçonete e artesanato. Para a consultora de recursos humanos Luciana Ferreira, é crucial que o profissional tenha um planejamento estratégico na busca por emprego, definindo seus objetivos e focando em vagas alinhadas ao seu perfil e propósito. O mercado busca profissionais multitarefas, mas com clareza de objetivos.
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A realidade de Aline, que busca alternativas na informalidade, reflete a situação de muitos brasileiros que se veem obrigados a buscar alternativas para sobreviver. Seu futuro nos próximos 12 meses será decisivo para determinar se a informalidade se tornará sua nova realidade ou se retornará ao mercado formal de trabalho. O desejo é que histórias como a dela tenham um final feliz, com recolocação e estabilidade financeira.



