No primeiro bimestre de 2016, queda nas vendas foi de 18% em relação ao mesmo período do ano passado
O setor de caminhões novos enfrenta um período desafiador, com uma queda significativa nas vendas. Nos dois primeiros meses do ano, o estado de São Paulo registrou uma retração de 18% em comparação com o ano anterior. Diante desse cenário, transportadoras e caminhoneiros autônomos têm buscado alternativas para superar a crise, priorizando a reforma de veículos usados em vez da aquisição de novos.
Aumento na Procura por Reformas
Concessionárias e oficinas especializadas em reformas têm se beneficiado desse movimento. Em Ribeirão Preto, uma concessionária observou um aumento de 40% na procura por reformas de caminhões. Segundo o diretor Augusto Cruz, a empresa criou um departamento dedicado a veículos usados, oferecendo reformas e garantias, o que tem contribuído para atenuar os impactos da crise.
Adaptação e Novos Serviços
Outras empresas do setor também estão se adaptando para enfrentar a retração do mercado. Uma empresa de montagem de carrocerias, por exemplo, redirecionou parte de sua equipe de montagem de novos veículos para a reforma de usados, evitando demissões. De acordo com o empresário Albert Mello Mazan, a empresa também passou a oferecer novos serviços, ampliando seu leque de clientes e garantindo a continuidade dos negócios.
Leia também
Estratégias para Superar a Crise
Empresários do setor destacam a importância de conhecer o mercado e identificar suas necessidades para superar a crise. A oferta de serviços diversificados e a adaptação às demandas dos clientes são apontadas como estratégias-chave para garantir a sobrevivência e o crescimento das empresas. A dependência exclusiva da venda de caminhões novos se mostrou insustentável no cenário atual.
Embora os números do primeiro trimestre de 2016 ainda não tenham sido totalmente apurados, a estimativa é de uma queda de 33% na venda de caminhões novos em comparação com o mesmo período de 2015. A Associação dos Fabricantes já havia registrado uma queda de 18% no estado de São Paulo nos dois primeiros meses do ano.
Em um ambiente econômico incerto, a busca por soluções criativas e a adaptação às novas demandas do mercado se mostram essenciais para a sustentabilidade das empresas do setor de caminhões.



