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Defesa de engenheira agrônoma que ‘causou’ em posto, alega tratamento psiquiátrico

Advogados afirmam que a saúde mental dela é acompanhada há 15 anos e que não estava alcoolizada; Ana Paula Junqueira segue presa
Defesa de engenheira agrônoma que causou
Advogados afirmam que a saúde mental dela é acompanhada há 15 anos e que não estava alcoolizada; Ana Paula Junqueira segue presa

Advogados afirmam que a saúde mental dela é acompanhada há 15 anos e que não estava alcoolizada; Ana Paula Junqueira segue presa

O caso e as imagens

A engenheira Ana Paula Junqueira foi detida no sábado à noite em um posto de combustíveis de Ribeirão Preto após protagonizar uma confusão gravada por câmeras de segurança e por policiais que atenderam a ocorrência. Nos vídeos, ela aparece agredindo um casal, xingando funcionários do estabelecimento e dirigindo ofensas aos policiais durante o trajeto na viatura.

Segundo o boletim de ocorrência, o episódio começou após um pequeno contato entre veículos no estacionamento do posto. Testemunhas e registros em vídeo mostram troca de acusações até que a situação escalou para agressões físicas.

Versão da defesa e as acusações

A defesa de Ana Paula afirma que ela faz tratamento psiquiátrico há 15 anos e utiliza medicação controlada; conforme alegado, no dia do episódio ela estaria sob efeito de remédio, e não embriagada — posicionamento corroborado, segundo os advogados, por atestado médico-legista que não constatou consumo de álcool. A defesa também nega que a mulher tenha abandonado a filha no apartamento onde mora no Jardim Paulista, a cerca de 600 metros do posto.

Na investigação, a polícia relata ainda uma tentativa de suborno: segundo o registro, teria sido oferecida quantia entre R$ 50 mil e R$ 500 mil para evitar a prisão e o registro do caso. Ana Paula responde por seis crimes: dano, embriaguez ao volante, desacato, corrupção ativa, lesão corporal e abandono de incapaz.

Desdobramentos e acompanhamento judicial

A vítima — mãe de uma criança de dois meses que estava no bebê-conforto dentro do carro — disse ter sentido medo após a segunda batida no veículo e ter temido por uma terceira colisão, motivo pelo qual foi até o carro para conversar. O casal registrou boletim de ocorrência e aguarda providências da Justiça.

A ré permanece detida na cadeia de Guariba desde domingo, sem pagamento de fiança, enquanto tramita pedido de soltura. A defesa prepara apresentação de documentação médica e receituário dos medicamentos. As imagens, os relatos das testemunhas e a apuração sobre a suposta oferta de suborno serão considerados nas próximas fases do inquérito.

O caso segue sob investigação policial e aguardando decisão judicial sobre a liberdade provisória e demais medidas cautelares.

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