Advogados não descartaram morte por envenenamento, mas contradiz versão de que veneno foi dado progressivamente à vítima
Advogados envolvidos no caso da morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, Defesas de Elizabete Arrabaça e Luiz, vítima de envenenamento por chumbinho, apresentaram respostas à justiça nesta quinta-feira, levantando questionamentos sobre a investigação e a dinâmica do crime.
Defesa questiona versão do envenenamento progressivo
Bruno Correia, advogado de Elizabeth Arrabat, suspeita de envenenar a nora Larissa, afirmou que a acusada não nega sua presença no prédio da vítima e do marido, Luiz Antônio Garnica, mas destacou que não há clareza sobre quem entrou ou saiu do local após a saída de Elizabeth.
“É fato que Larissa foi envenenada, mas não se pode imputar o envenenamento apenas porque Elizabeth esteve lá. É preciso cautela com esses argumentos.”
Correia contestou a versão de que o envenenamento teria ocorrido de forma progressiva, contrariando o laudo técnico que indicou exposição da vítima a doses não letais antes da morte, e negou que Elizabeth tenha dado sopa repetidamente para Larissa, afirmando que isso ocorreu apenas uma vez.
Acusações contra marido e sogra da vítima: O Ministério Público acusa Luiz Antônio Garnica, marido de Larissa, de ser o mentor do crime, com Elizabeth Arrabat, sogra da vítima, como executora. Segundo a investigação, mãe e filho teriam planejado o assassinato motivados por disputa financeira e pela descoberta de uma traição do marido.
Luiz Antônio teria elaborado um álibi detalhado, descrito como “perfeito”, e realizado pesquisas relacionadas à extração de dados pela polícia, o que chamou a atenção dos investigadores.
Defesa do marido nega participação e aponta inconsistências
Júlio Moçim, advogado de Luiz Antônio Garnica, afirmou que seu cliente nega envolvimento no crime e apontou inconsistências na investigação. Segundo ele, há provas que indicam que Larissa já teria sido envenenada antes do encontro com Luiz Antônio no dia 16, quando ela teria passado mal, conforme relato a amigos e familiares.
“No dia 16, Larissa encontrou Luiz Antônio, embora ela já não estivesse bem. Após esse encontro, ela informou a amigos e parentes que passou muito mal, momento em que acreditamos que ela já pode ter sido envenenada.”
Moçim também mencionou que uma nova informação está sendo investigada, a qual poderia contradizer a versão de que Elizabeth teria saído do apartamento perto da meia-noite, pouco antes da morte da vítima, conforme relato da irmã de Arrabat.
Ministério Público mantém acusações: O Ministério Público afirmou que possui provas suficientes para demonstrar a participação de Elizabeth Arrabat e Luiz Antônio Garnica no crime que resultou na morte de Larissa Rodrigues.
Entenda melhor
O caso envolve a morte por envenenamento da professora Larissa Rodrigues, que teria sido vítima de uma disputa familiar envolvendo o marido e a sogra. A investigação aponta para um planejamento do assassinato motivado por questões financeiras e pessoais, enquanto as defesas questionam a interpretação dos fatos e a condução das investigações. O prazo para apresentação das respostas à justiça encerrou-se nesta quinta-feira, e o processo segue em andamento.



