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Demissões em massa na construção civil assustam setor

Presidente regional do sindicato da categoria diz que o pior já passou, mas retomada do crescimento só deve acontecer em 2017
Demissões construção civil
Presidente regional do sindicato da categoria diz que o pior já passou, mas retomada do crescimento só deve acontecer em 2017

Presidente regional do sindicato da categoria diz que o pior já passou, mas retomada do crescimento só deve acontecer em 2017

O ano de 2015 representou um período desafiador para a construção civil em todo o Brasil. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que, até novembro daquele ano, o setor havia eliminado cerca de 517 mil postos de trabalho em todo o país. Somente em novembro, foram 23.200 demissões.

Impacto Regional da Crise

Na região, o cenário refletiu a retração nacional. Fernando Junqueira, presidente regional do sindicato da construção civil, explicou que o fim do boom imobiliário desencadeou demissões, agravadas pela crise econômica. Essa situação gerou um efeito cascata, desaquecendo o mercado e prejudicando o andamento do setor. A falta de confiança dos clientes resultou na diminuição dos lançamentos e na desaceleração das obras em andamento.

Causas da Desaceleração

O economista José Rita Moreira apontou que a construção civil acompanhou a desaceleração econômica do país. A paralisação de novos empreendimentos provocou as demissões, especialmente na região. Em Ribeirão Preto, a grande oferta de imóveis, tanto comerciais quanto residenciais, já enfrentava dificuldades de venda, que se agravaram em 2015. A ausência de novos projetos reflete a cautela dos investidores.

Perspectivas para o Futuro

Existe uma forte expectativa de retomada impulsionada pelos setores energéticos, que podem gerar um impacto positivo na economia das cidades. Se as previsões se concretizarem, é possível que haja uma interrupção na perda de postos de trabalho e um retorno ao desenvolvimento de novas unidades. O estímulo a esse segmento pode iniciar um processo gradual de recuperação, preparando o terreno para um crescimento mais robusto a partir de 2017, desde que não haja grandes turbulências políticas.

O setor enfrenta um momento delicado, mas vislumbra oportunidades de recuperação com o desenvolvimento de outros segmentos da economia.

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