Acusação foi feita pela irmão de um dependente químico que se tratava no local
Uma grave denúncia de maus-tratos em uma clínica de recuperação de dependentes químicos em Ribeirão Preto foi feita à reportagem. A advogada Maria Helena Kosti, irmã de um interno, relatou ao Ministério Público agressões sofridas pelos pacientes.
A denúncia e as visitas
Segundo Maria Helena, durante as visitas, os monitores impediam os internos de relatar os maus-tratos. Ao conseguir falar sozinha com seu irmão, ela ouviu relatos de tortura, espancamentos e exposição à chuva. A advogada alerta outras famílias para acompanharem a investigação.
Investigação e situação na clínica
Na segunda-feira, Maria Helena acompanhou policiais e membros do Ministério Público até a clínica. Os internos, com medo, relataram condições desumanas, incluindo alimentação precária e isolamento por até 15 horas diárias. Um interno anônimo descreveu agressões com pedaços de madeira, inclusive com objetos com a inscrição “Diazepam”. O promotor Arôdo Costa Filho confirmou a apreensão de materiais que comprovam as suspeitas de tortura.
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Consequências e posicionamento da defesa
O Ministério Público pedirá o fechamento da clínica e a remoção dos internos. Um funcionário foi preso em flagrante por cárcio privado. Os proprietários responderão pelas irregularidades. Em nota, o advogado da clínica, Edison Nunes da Costa, alegou fechamento arbitrário e a inexistência de provas de maus-tratos, afirmando que a clínica possui toda a documentação necessária para funcionamento.



